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Província do Zaire passa a contar com dois hospitais de campanha

A ministra de Estado para Área social, Carolina Cerqueira, inaugurou ontem, no município do Nzeto, província do Zaire, o hospital de campanha do Kitana, para atender casos de Covid-19 e doenças crónicas não transmissíveis (diabetes).

02/06/2021  Última atualização 09H50
© Fotografia por: Edições Novembro
Com uma estrutura pré-fabricada, o hospital, construído numa área coberta de 2.800 metros quadrados e orçado em mais de dois milhões de dólares, tem capacidade instalada para 100 camas, mas nesta altura tem apenas 90,  dez das quais para cuidados intensivos.
O hospital inclui três consultórios médicos, laboratório de análises clínicas, farmácia,  incineradora, uma morgue com três gavetas e dormitórios para técnicos de saúde. A unidade hospitalar comporta, ainda, uma área administrativa, serviços de hemodiálise, imagiologia (Raio X e ecografia), hemoterapia e central de oxigénio, são as áreas que a referida unidade dispõe.

Para assegurar o funcionamento do hospital, o Ministério da Saúde colocou à disposição uma ambulância, três médicos e quatro enfermeiros que vão se dedicar à  formação de técnicos em matéria de combate à Covid-19 e de cuidados intensivos.

Na ocasião, a ministra de Estado,  que se fazia acompanhar do secretário de Es-tado para a área hospitalar, Leonardo Inocêncio, afirmou que a inauguração do hospital do Kitana (Nzeto) constitui um grande feito para a província do Zaire. Trata-se do segundo hospital de campanha na província, depois da unidade hospitalar do Soyo, que foi uma doação do governo dos Estados Unidos. "É um investimento público avaliado em mais de dois milhões de dólares, com equipamentos sofisticados e modernos, muito bem estruturado e organizado. É uma prova irrefutável do empenho do Executivo em entender o sector da saúde, visando o bem-estar das populações na província do Zaire”, disse Carolina Cerqueira.

Segundo a ministra de Estado, no futuro, o hospital do Kitana poderá ser utilizado, também, para tratar outras doenças. Lembrou que após o surgimento da pandemia da Covid-19, o Executivo teve que redireccionar  recursos financeiros para criar condições que permitissem proteger a saúde das pessoas contra a doença.

"Os recursos que deviam servir  para a construção de mais escolas, estabelecimentos de saúde, estradas e criar empregos, tiveram que ser investidos em programas de defesa da saúde, aquisição de vacinas, testes e meios de esterilização. Tínhamos previsto muitos projectos até 2022, estamos a cumprir o nosso programa, mas surgiu a Covid-19, que há mais de um ano está a perturbar a estabilidade familiar, social e o crescimento económico do país”, avançou.
No concernente ao processo de vacinação, Carolina Cerqueira mostrou-se satisfeita pelo facto de ter começado a segunda fase de imunização contra a Covid-19 em toda a província.

"Não é só Luanda que está a vacinar contra a Covid-19. A vacinação está a ser efectuada em todo o país. Estão a ser vacinados milhares de angolanos. To dos têm essa oportunidade. A vacina é um bem público para a protecção de cada de um de nós”, frisou.

O governador provincial do Zaire, Pedro Makita,  considerou a inauguração do hospital de campanha do Kitana (Nzeto) um ganho incomensurável para a província.
"Tanto a que acaba de ser inaugurada aqui no Nzeto, como a do Soyo, doada pela Administração americana, emprestam um valor incomensurável à província do Zaire no que diz respeito à saúde, concretamente ao atendimento de casos de Covid-19”, frisou.

Hospital Geral do Zaire


Quanto às obras de construção do hospital geral do Zaire, paralisadas há mais de cinco anos, a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, anunciou que vão retomar ainda este ano, devendo estar concluídas.Estamos a levar as preocupações referentes à conclusão do Hospital Central de Mbanza Kongo, que vai ser um hospital provincial de grande dimensão e que vai atender grande número de populações. Vai ser concluído, porque nós já temos uma linha de crédito aprovada, estamos a estabelecer os contactos e a elaborar os últimos estudos para, efectivamente, essa unidade hospitalar ser de referência”, avançou.

Governador pede adesão  aos postos de vacinação

O governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha,  apelou aos cidadãos cadastrados para a segunda dose da vacina contra a Covid-19, a acorrerem aos postos de vacinação.
 "Precisamos de tomar a vacina para reforçamos a imunidade de grupo e impedir a propagação do vírus, sem descurar a contínua observação das medidas de biossegurança, como o uso de máscara facial, lavagem constante das mãos com água e sabão e manter o distanciamento físico”, disse.
Apolinário Kimbaya  Konda, coordenador provincial da campanha de vacinação na província do Uíge, disse que o processo vai durar 14 dias na sede capital da província e quatro dias nos 16 municípios,  prevendo-se atender 26 mil e 465 cidadãos.

Kavenawetuko Adelaide Malavo, directora do Gabinete Provincial da Saúde, explicou que estão criadas todas condições logísticas e técnicas para o sucesso da campanha nos 16 municípios da província.  
Acrescentou que o trabalho  de sensibilização  sobre a prevenção e combate à Covid-19, vai continuar  nos locais públicos.


Jaquelino Figueiredo , Fernando Neto | Nzeto e Joaquim Júnior|Uíge

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