Política

Provedora de Justiça angolana apela à disciplina nas eleições

A provedora de Justiça de Angola, Florbela Araújo, apontou, este domingo, em Nairobi, a disciplina como um requisito necessário para que as eleições presidenciais de amanhã, no Quénia, sejam “livres, justas e transparentes”.

08/08/2022  Última atualização 06H00
© Fotografia por: DR

Florbela Araújo integra a Missão de Observação da Associação dos Mediadores e Provedores de Justiça Africanos (AOMA) para as eleições quenianas.

Uma nota da Provedoria de Justiça de Angola refere que a Missão teve, ontem, um encontro de auscultação aos provedores africanos sobre o processo eleitoral.

No encontro, presidido pela provedora de Justiça do Quénia, Florence Kajuju, os membros da AOMA foram munidos com as ferramentas para a observação, desde a abertura das assembleias de voto à transmissão e anúncio dos resultados.

No decorrer da reunião os provedores foram distribuídos em áreas de actuação, tendo a provedora de Justiça de Angola sido destacada para o município do Kifili, província de Mombaça.

Em conferência de impren-sa, Florence Kajuju anunciou que a Missão de Observação da AOMA é integrada pelos provedores de Angola, Tanzânia, Benin e Malawi.

Mais angolanos na observação

Além da provedora de Justiça, mais dois angolanos integram uma Missão de Observação às eleições presidenciais do Quénia. Trata-se do representante de Angola junto da União Africana, Francisco Ramos da Cruz, e de José Octávio Serra Van-Dúnem, director do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Sociais da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto. Ambos integram a Missão de Observação Eleitoral Conjunta de Curto Prazo da União Africana e do Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA)

Octávio Serra Van-Dúnem está no Quénia na qualidade de convidado pela União Africana, em representação da comunidade académica e da sociedade civil.

Os dois angolanos participam, desde sábado, em Nairobi, Quénia, nas reuniões de preparação sobre os objectivos e o código de conduta da Missão de Observação Africana. De acordo com uma nota da Embaixada de Angola na Etiópia, durante três dias, os observadores vão abordar os termos de referência para a realização de eleições credíveis, o contexto político e histórico, as perspectivas da sociedade civil, bem como a participação das mulheres, jovens e grupos marginalizados no actual processo eleitoral no Quénia.

As eleições de amanhã no Quénia devem contar com a presença de mais de 700 observadores da União Africana e de outras organizações regionais e internacionais.

 
Dois candidatos favoritos

Cerca de 22 milhões de quenianos são chamados às urnas para escolher o próximo Presidente da República, que sucede a Uhuru Kenyatta, que já conduziu o país durante dois mandatos, o limite máximo estabelecido pela Constituição.

Na corrida à presidência, existem quatro candidatos, mas só dois deles se afiguram como favoritos para conduzir os desígnios do país, segundo as sondagens citadas ontem pela Rádio França Internacional (RFI).

De um lado está Raila Odinga, um ex-preso político, de 77 anos, que concorre pela quinta vez ao posto. Este candidato tem já uma extensa carreira política. Do outro, está o actual Vice-Presidente, William Ruto, de 55 anos.

Os dois encerraram as campanhas eleitorais no sá-bado, após terem percorrido o país e tentado captar votos dos quenianos.

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