Política

Protestos marcam a entrega da candidatura da UNITA

Garrido Fragoso

A entrega da candidatura da UNITA ao Tribunal Constitucional (TC), no quadro da participação do partido nas Eleições Gerais de 24 de Agosto, foi marcada, esta terça-feira, por protestos de um grupo de apoiantes que repudiava a inclusão do político Abel Chivukuvuku na lista de candidatos a deputados à Assembleia Nacional.

22/06/2022  Última atualização 09H15
Mandatário da UNITA, Horácio Junjuvile, entregou a “lista” ao Tribunal com nomes discordantes © Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro

O grupo de manifestantes postou-se defronte às instalações do Tribunal Constitucional, exibindo cartazes com os seguintes dizeres: "Abel Chivukuvuku e seus sequazes na lista da UNITA não", "Abel Chivukuvuku não és bem vindo na UNITA", "O partido não é propriedade do ACJ para fazer e desfazer", e "Não façam da UNITA o meio para salvar preguiçosos". A acção aconteceu, justamente, na altura em que o mandatário da campanha do partido, Horácio Junjuvile, e o secretário-geral desta organização política, Álvaro Daniel, procediam à entrega ao TC das não menos de 15.500 subscrições que a lei determina, para garantir a participação de partidos e coligações políticas no pleito eleitoral.

Em declarações à im-prensa, no final da cerimónia, o secretário-geral do partido confirmou Adalberto da Costa Júnior como cabeça de lista da UNITA às quintas Eleições Gerais de Agosto próximo, e o político Abel Epalanga Chivukuvuku como segundo da lista.

Referiu ainda que na lista constam nomes de várias sensibilidades do mundo político e empresarial, e de outras ligadas a organizações  políticas, e membros da sociedade civil. Contrariando, de forma bastante clara a vontade dos manifestantes presentes no TC, Álvaro Daniel respondeu que  estes "são livres de pensar, mas a UNITA também é livre de traçar e implementar a sua estratégia".

O secretário-geral da UNITA salientou que a candidatura do seu partido é de vitória e representa uma transição geracional. Indicou que importantes figuras preferiram, de forma voluntária, deixar espaço para as novas gerações, permitindo que entrem para o Parlamento quadros jovens com competência técnico-profissional para se melhorar a qualidade do debate na Assembleia Nacional.

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