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Protestos em eSwatini provocam 12 mortes

Pelo menos 12 pessoas morreram, esta semana, devido à repressão dos protestos pró-democracia no reino de eSwatini (antiga Suazilândia), que exigem reformas sociais ao regime do rei Mswati III, revelaram fontes da oposição, citadas pela Efe.

23/10/2021  Última atualização 07H35
Onda de descontentamento afecta sectores como o da Saúde © Fotografia por: DR
 "Estão a matar pessoas, estão a afastá-las das suas casas porque querem a democracia. eSwatini como monarquia absoluta está acabado, tem de dar espaço a vozes diferentes e dissidentes. O rei deve permitir que o direito e a democracia prevaleçam”, disse o secretário-geral do grupo, Themba Masango, citado pela Efe.

 Os protestos, inicialmente impulsionados por estudantes, espalharam-se por todos os sectores, desde trabalhadores da área da saúde, dos transportes, a funcionários públicos.

 No fim-de-semana passado, o Governo ordenou o encerramento das escolas do país e o destacamento do Exército de modo a controlar os estudantes, o que foi internacionalmente criticado, incluindo pela ONU.

 De acordo com a emissora pública sul-africana SABC (South African Broadcasting Corporation), estas medidas foram, ontem, agravadas pelo encerramento de alguns serviços de Internet, incluindo o acesso à rede social Facebook, e dos serviços telefónicos.
 Dada a tensão crescente, a SADC decidiu organizar uma missão de visita ao país e reunir-se com Mswati III através de representantes da África do Sul, Namíbia e Botswana.

 Esta nova onda de protestos retoma o descontentamento que tinha atingido o país em Junho e Julho deste ano contra a última monarquia absoluta africana.

 O reino de eSwatini, que está sob o domínio de Mswati III desde 1986, tem uma população de 1,2 milhões de pessoas, principalmente do meio rural. Cerca de 60 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial.

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