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Protestos em Abidjan contra terceiro mandato de Ouattara

Várias manifestações eclodiram ontem na capital da Costa do Marfim e arredores para protestar contra a anunciada recandidatura do Presidente da República, Alassane Ouattara, a um terceiro mandato, considerado inconstitucional pela oposição.

14/08/2020  Última atualização 09H19
DR


Ao apelo da oposição e da sociedade civil, grupos de manifestantes ergueram barricadas e queimaram pneus em diferentes bairros de Abidjan, apesar da proibição das manifestações ter sido anunciada, na quarta-feira, pelo ministro da Administração do Território, Sidiki Diakité.
“Estamos a manifestar-nos pela partida do Presidente Ouattara, porque a sua candidatura viola a Constituição. Não queremos aceitar um terceiro mandato", disse um dos manifestantes, Hervé Séka, no distrito de Anono, citado pela agência France-Press.
No distrito de Yopougon, os confrontos entre a Polícia e os manifestantes paralisaram o trânsito. “Os carros estão a dar meia volta, muitos funcionários públicos não conseguiram chegar ao trabalho”, disse um residente de Yopougon.

Em Port Bouet, no distrito costeiro de Abidjan, dezenas de manifestantes bloquearam a estrada principal, pendurando cartazes com frases de protesto contra a recandidatura de Ouattara. No distrito rico de Cocody, onde vivem o Chefe de Estado e muitas figuras proeminentes, a Polícia de choque foi destacada em grande número para manter a calma.
A Polícia, que fez buscas a vários transeuntes, impediu um grupo de mulheres de cantarem o Hino Nacional. Em Bonoua, a cidade da antiga Primeira-Dama da Costa do Marfim, Simone Gbagbo, um confronto entre manifestantes e polícia bloqueou a estrada internacional para o Ghana.

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