Economia

Prorrogada intervenção no Banco de Negócios

O Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu prorrogar por mais 90 dias o período de intervenção no Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), inicialmente previsto para seis meses.

28/12/2018  Última atualização 17H39
Contreiras Pipa | Edições Novembro © Fotografia por: Medida foi tomada pelo Conselho de Administração do BNA

Em comunicado divulgado na quarta-feira, o BNA esclarece que a medida resulta da deliberação do Conselho de Administração, que apreciou o relatório preliminar sobre a situação patrimonial do BANC.
No documento, o BNA anuncia que, também por decisão do Conselho de Administração, foi aprovada a prorrogação do mandato de dois dos três administradores provisórios encarregues de coordenar a implementação das medidas extraordinárias naquele banco privado, bem como apreciado o relatório preliminar sobre a situação patrimonial do BANC.
Em causa, segundo o BNA, está a situação patrimonial e a “reposição de adequados níveis de liquidez e de solvabilidade regulamentares” naquele banco privado.
Anteriormente, o banco central justificou a intervenção com a “indisponibilidade” dos accionistas em realizar o aumento de capital, necessário para “garantir a protecção dos depositantes e o cumprimento das demais responsabilidades do BANC” e para “assegurar a estabilidade do sistema financeiro nacional”.
O Conselho de Administração do BNA, em reunião extraordinária realizada em Junho, ao abrigo da Lei de Bases das Instituições Financeiras, “deliberou a adopção de medidas de saneamento do BANC, que culminaram com a suspensão do órgão de administração daquele banco, bem como a nomeação de administradores provisórios”.
Tratou-se da segunda vez que o BNA recorreu a uma intervenção deste género, depois do saneamento aplicado em 2015 ao então Ban-co Espírito Santo Angola (BESA), devido ao volume de crédito malparado, que foi depois transformado em Banco Económico.
Desde Março que os bancos angolanos estão obrigados a elevar o valor mínimo do capital social para 7.500 milhões de kwanzas, por decisão do BNA, que triplicou a exigência anterior.

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