Cultura

Projecto do filme apresentado ontem à imprensa

Analtino Santos

Jornalista

A fase inicial do projecto de produção do filme “O Legado de Ngola Kiluanji”, uma iniciativa da Imoshi/Akwáfrica, foi apresentado ontem no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, em conferência de imprensa, pelo seu director executivo, Tony Nguxi, que realçou a aposta num projecto baseado na auto-suficiência.

13/10/2021  Última atualização 06H00
Director executivo do projecto (ao centro) durante a conferência © Fotografia por: Agostinho Narciso | Edições Novembro
Luís Paulo, em representação do ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, encorajou os mentores do projecto e garantiu o apoio institucional do seu organismo, tendo manifestado  a abertura para iniciativas no cinema. Outro interveniente no painel foi Mocotó Praia, director do Instituto Angolano do Cinema e Audiovisual (IACA), que realçou a importância do cinema no contributo da compreensão da história e que apesar da quase inexistência de recursos financeiros, não deixarão de apoiar nas diferentes fases da produção do filme.

Tony Nguxi, durante a sua intervenção, reconheceu a presença e participação dos actores que nesta fase são os patrocinadores de mérito. Solicitou às empresas e outras marcas para aderirem nesta campanha de apoio.

Explicou que o plano de captação de financiamento, activação de marcas e outras formas para angariar fundos é uma prática comum noutras realidades. Durante a  intervenção apresentou o grupo Media Nova como sendo principal parceiro na comunicação social.

Celma Pontes é a actriz principal e falou, em nome de todos os actores, que nesta fase depois dos primeiros "castings" estão a trabalhar "de modo duro". Andreia Lopes Neto é a realizadora que aceitou o desafio e justificou da seguinte forma: "é importante contar a nossa história e como estamos preocupados abracei o projecto. Estamos com sede de descobrir a nossa história”.

De acordo com a realizadora, o filme terá uma abordagem histórica, acrescido de alguns elementos ficcionais, com a protagonista a questionar alguns aspectos do passado.

Tony Nguxi justificou a escolha do soberano do Reino do Ndongo  por ser uma personagem  transversal noutros grupos étnicos, tem a sua origem nos Grandes Lagos e encontramos justificação numa nota "é um roteiro histórico-cultural nas localidades onde o soberano Ngola Kiluanje Kyasamba exerceu o seu trabalho para a instalação da nação Ngola”. Durante os últimos meses têm sido feitos castings em diferentes províncias.

O projecto foi idealizado há quinze anos e oficialmente apresentado no dia 5 de Janeiro deste ano. Foi determinante uma recomendação da União Africana que foi adaptada pela SADC tendo como centro "Reimaginar África, os laços que unem”. Foi abraçado pelo projecto Imoshi que tem a parceria do Secretariado Executivo da SADC, do qual Tony Nguxi é presidente honorário, reúne activistas socioculturais dos 15 países membros da SADC, e tem como objectivo realizar pesquisas científicas e culturais para o fortalecimento da integração regional.

Com filme "O Legado de Ngola Kiluanje” uma longa-metragem a produção e parceiros pretendem dar uma nova direcção na indústria cinematográfica nacional. Esta não é a primeira experiência em audiovisuais do projecto Imoshi depois de ter lançado o documentário homónimo  em 2019 e com duas temporadas do programa televisivo "Weza Angola Imoshi”.

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