Desporto

Programa “Special Olympics” foi domingo lançado em Luanda

Um programa de desenvolvimento desportivo de inclusão social, denominado “Special Olympics”, foi lançado domingo (23), em Luanda, pelo Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), no âmbito do Dia Nacional do Desporto, que hoje se assinala.

24/01/2022  Última atualização 05H20
Titular da Juventude e Desportos esteve ladeada de outros responsáveis ministeriais © Fotografia por: Edições Novembro
Trata-se de um programa internacional de treino e provas recreativas para pessoas com deficiência intelectual que Angola, por via ministerial, aderiu para continuar a garantir especial atenção às pessoas com necessidades especiais, visando a sua integração na sociedade.
No acto, a titular do pelouro, Ana Paula do Sacramento Neto, anunciou a criação de uma Comissão Instaladora para o surgimento do "Special Olympics” no país, movimento iniciado em 1968, nos EUA.
A governante disse ser o maior movimento amador de inclusão social, por intermédio do desporto, radicado em mais de 200 países e a contar já com mais de quatro milhões de atletas de todas as idades.
Segundo Ana Paula do Sacramento Neto, a pretensão é que Angola se torne numa referência neste tipo de acção, que há mais de cerca de 50 anos tem transformado milhares de vidas em todo o mundo.
A meta é participar nos Jogos Mundiais da especialidade (Moscovo2023), evento em que participam atletas com deficiência intelectual de 35 modalidades, entre o futebol, basquetebol, atletismo e especialidades de lutas.
Dados do Ministério da Educação revelam que até 2019 existiam no país 33.612 estudantes no subsistema de ensino especial, matriculados em 795 escolas, sendo 20 especiais e 775 inclusivas.
A comissão Instaladora hoje anunciada é coordenada pelo antigo basquetebolista, Jean-Jacques da Conceição, tendo como adjunto João Alfredo (técnico do MINJUD).
Na sua intervenção, o antigo internacional angolano pediu apoio da sociedade civil para o êxito do projecto, tendo sublinhado o árduo trabalho que terão doravante e que conta com ajuda das instituições públicas e privadas angolanas. "Já demos mostras de capacidade de superar adversidades e com a inclusão social não será diferente", sublinhou.
  O responsável acredita na adesão dos angolanos à causa que vai permitir que o movimento atinja os seus desígnios, no uso do desporto como ferramenta principal de união.
A coordenação é igualmente integrada por vários embaixadores, dos quais os também ex-basquetebolistas Joaquim Gomes "Kikas”, Victor Muzadi, a antiga judoca, Antónia de Fátima "Faia”, além de músicos Yola Semedo, Yola Araújo e Kyaku Kyadaff.
A actividade contou, entre outros, com a presença das ministras Luísa Grilo, da Educação, Faustina Alves, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.

Origem do programa

O Special Olympics é um programa internacional de treinamento desportivo para pessoas com deficiência intelectual iniciado em 1968, quando Eunice Kennedy Shriver organizou os Primeiros Jogos Internacionais de Verão, em Soldier Field em Chicago, Estados Unidos da América.
Desde 1968, milhões de crianças e adultos com deficiência intelectual participaram da Special Olympics. A organização conta com 500 mil voluntários,  mais de 140 mil técnicos, alcançando 170 milhões de indivíduos com deficiência intelectual.
A filosofia do programa é baseada na crença de que as pessoas com deficiência intelectual podem, com instrução apropriada e incentivo, aprenderem a gostar e viverem os benefícios resultantes da participação em desportos individuais e em equipa.

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