Política

Programa relança economia do país

O Programa de Estabilização Macroeconómica fez diminuir consideravelmente o diferencial entre as taxas de câmbio dos mercados formal e paralelo e reduzir as taxas de inflação, informou ontem, em Luanda, o ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social.

30/11/2018  Última atualização 06H02
Santos Pedro | Edições Novembro

Manuel Nunes Júnior acrescentou que o programa criou um ambiente propício ao investimento privado, de modo a relançar a economia e melhorar os indicadores sociais do país, ao falar durante o balanço do terceiro trimestre da implementação do Programa de Estabilização Macroeconómica, que contou com a participação dos ministros das Finanças, da Economia e Planeamento e o governador do Banco Nacional de Angola.
Manuel Nunes Júnior realçou que o Programa de Estabilização Macroeconómica tem melhorado o equilíbrio das contas internas e externas do país que, do ponto de vista da economia real, conheceu um período de recessão económica em 2016 e 2017, quando registou taxas de crescimento negativas ao redor de dois por cento.
Para o ano prestes a findar, prevê-se uma ligeira recuperação da economia, com uma taxa negativa que pode situar-se no intervalo entre menos de 0,1 a 1,1 por cento, muito abaixo da taxa de crescimento de 2,8 por cento preconizada para 2019.
O ministro confirmou a projecção de uma redução das taxas de inflação, mesmo apesar de ter havido, este ano, um ajustamento do preço administrativo da água, prevendo-se uma inflação abaixo dos 19 por cento, sendo a “taxa mais baixa dos últimos três anos”, anunciou.
Para 2019, informou, está prevista uma taxa mais baixa ao redor de 15 por cento. Manuel Nunes Júnior garantiu que o objectivo é chegar ao fim do mandato com uma taxa de inflação de um só dígito. “É importante referir que estes resultados foram alcançados com custos relativamente baixos no que respeita aos níveis das reservas internacionais líquidas do país”, sublinhou.
“Não podemos perder de vista de que a confiança é factor do pleno funcionamento de qualquer economia. O que estamos a fazer com o Programa de Estabilização Macroeconómica é restaurar a confiança dos agentes na nossa economia, para que o investimento seja retomado e com ele o crescimento económico do país”, declarou.
Durante o balanço trimestral, Manuel Nunes Júnior reconheceu que sem a confiança dos agentes não se pode cumprir com o objectivo fundamental que é aumentar a produção nacional, para tornar os empresários mais fortes e competitivos, promover as exportações fora do sector do petróleo e substituir as importações.
Salientou que é preciso produzir os bens essenciais de que o país necessita para o consumo. Com isso, frisou, a pressão sobre as divisas vai diminuir consideravelmente, passando a ser usadas para importação de matérias-primas, equipamentos e outros bens importantes que contribuam para o desenvolvimento do país.

Produção nacional
O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social considerou que o aumento da produção nacional no país passa a garantir mais empregos e, consequentemente, o aumento do rendimento das populações, da qualidade de vida dos angolanos e o combate à pobreza.
Segundo Manuel Nunes Júnior, por esta razão, foi recentemente aprovado, pelo Executivo, o Programa de Apoio à Produção Nacional para a Promoção das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI).
Um dos elementos fundamentais deste programa, disse, é a melhoria do ambiente de negócios do país, de modo a atrair o investimento privado, quer nacional quer estrangeiro.
 “Teremos assim uma economia mais diversificada, mais sustentada, mais competitiva e, por tudo isso, menos vulnerável a choques externos”, assegurou o ministro de Estado.
Durante o lançamento do programa PRODESI, o Executivo assumiu o compromisso de diminuir para cerca de metade as importações do país até 2022, dando prioridade ao aumento da produção nacional, de acordo com dados disponíveis no Jornal de Angola.
O foco do programa é acelerar a diversificação da produção nacional por via do fomento de fileiras exportadoras em sectores não petrolíferos e com potencial de substituição de importações. Entre estas estão os bens alimentares, agro-indústria, recursos minerais, petróleo/gás natural, têxteis, vestuário, calçado, turismo e lazer.
O programa tem como finalidade melhorar o funcionamento dos serviços de apoio ao exportador, a competitividade do país e promover a substituição de importações por produção nacional em áreas como agricultura, pecuária, pescas, indústria, saúde, formação e educação.

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