Economia

Profissionais da banca são reconhecidos

O Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA) vai homenagear, hoje, em Luanda, os profissionais da banca, que ao longo destes anos em muito contribuíram para a afirmação do sector, alguns dos quais pioneiros e com presença no acto de tomada da banca.

14/08/2020  Última atualização 11H23
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Foi, precisamente, a 14 de Agosto de 1975 que se deu “a tomada da banca”, numa acção que visou evitar o desmoronamento de todo o sistema monetário e financeiro angolano.

Nesta altura em que se verificou uma fuga massiva de quadros bancários, associada à fuga de capitais com o perigo da redução imediata da liquidez do sistema, que era controlado a partir de Lisboa – Portugal. Lá estava instalada a sede do Banco de Angola, desde 14 de Agosto de 1926. Conforme reza a história da banca angolana, nesta data foi nomeado um grupo de técnicos bancários, com a missão de implementar um plano estabelecido pelo Ministério do Plano e Finanças, que consistia na ocupação física de instalações dos Bancos Comerciais, em Luanda, e a destituição dos órgãos sociais até então vigentes.

O trabalho exaustivo, levado a cabo por esse grupo de trabalhadores, é um marco historicamente determinante da Banca em Angola, tendo sido proclamado o 14 de Agosto de 1980 como o “Dia do Trabalhador Bancário”. Na perspectiva do SNEBA, o momento também servirá para congregar os “players” da banca com prelecções de diversas temáticas da actualidade do sector. O evento, devido ao contexto da pandemia da Covid-19, ocorre, desde ontem, através das plataformas virtuais.

Despedimentos em massa

A comemoração dos 45 anos da banca acontece numa altura em que a classe enfrenta a crise de despedimento de cerca de 1.600 trabalhadores do Banco de Poupança e Crédito (BPC).
Numa entrevista recente ao JA, o presidente do Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA), Filipe Makengo, afirmou não serem os despedimentos dos trabalhadores do BPC a melhor opção para a redução dos custos operacionais do banco. O líder sindical defendeu, como primeira solução, a cobrança do crédito malparado.
“O Sindicato compreende que o processo de reestruturação do BPC emana do Despacho Presidencial nº 310/17, de 28 de Dezembro, que determina a reestruturação do sector bancário público. Mas, em parte alguma do citado Despacho ressalta a necessidade de dispensa de trabalhadores”, argumenta.

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