Economia

Produtores nacionais ganham crédito de USD 120 milhões

Teresa Luís

Jornalista

O Governo disponibilizou uma linha de financiamento no valor de 120 milhões de dólares para a importação de insumos e apoio ao sector produtivo para a próxima campanha agrícola, que inicia dentro de três meses.

13/05/2020  Última atualização 11H51
Benjamin Cândido | Edições Novembro © Fotografia por: Governo garante que a indústria nacional de produção de sementes vai ser a opção primária

O valor vai ser disponibilizado pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC) e canalizado aos importadores mediante a abertura de uma carta crédito para a operacionalização. Segundo o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Arnito Agostinho, as empresas irão solicitar o crédito ao Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), para este, junto do BPC conceder o contra-valor em kwanzas, referente ao crédito aprovado.

O crédito será reembolsável em 24 meses (2 anos), com período de carência de seis meses a uma taxa de juro de 9 por cento/ano. Arnito Agostinho, que falava no encontro de concertação com os comerciantes de insumos agrícolas, disse ainda que as empresas a beneficiar da linha de financiamento são aquelas que efectuaram as suas candidaturas via portal, que encerrou a 30 de Abril, e totalizam 1.960 candidaturas aprovadas. O responsável disse também que, por se tratar de um financiamento com fundos públicos, as micro, pequenas e médias empresas irão, igualmente, beneficiar-se.

Já as associações e cooperativas agrícolas, segundo o responsável, terão acesso aos insumos (sementes e fertilizantes), mediante um plano de necessidades que será entregue ao banco operador do crédito para a disponibilização da verba.  "Nenhuma empresa irá receber dinheiro para a aquisição de insumos. Elas deverão apresentar um plano das suas necessidades ao banco e este, por sua vez, direccionará o valor aos comerciantes para a concessão da matéria-prima", esclareceu o técnico.

Sobre os insumos produzidos no mercado nacional, Arnito Agostinho disse que os ministérios envolvidos nesse processo têm o controlo da situação.
“As empresas produtoras dessas matérias-primas (calcário, cálcio e outros) podem estar descansadas, pois o Governo vai também recorrer a elas para a aquisição dos insumos mediante a solicitação dos produtores”, confirmou o responsável. O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, presidiu ao acto, que reuniu por video-conferência empresários das 18 províncias do país. 

Este encontro é na sequência de outros anteriormente mobilizados pelos ministérios da Economia e Planeamento, Indústria e Comércio e o da Agricultura e Pescas, os quais buscam dar cumprimento às estratégias da governação de aumentar a oferta de bens e serviços internos com o recurso de menos divisas. As medidas em curso pretendem aumentar a oferta sem, contudo, onerar a balança de pagamentos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia