Economia

Produtores do Golungo Alto colocam no mercado 300 toneladas de café

Especialistas do sector Agrícola na província do Cuanza-Norte estimam, para o presente ano, no município de Golungo Alto, a colheita de 300 toneladas do “bago vermelho”, que correspondem a um aumento de 70 toneladas, comparadas às 230 toneladas produzidas em 2021.

10/05/2022  Última atualização 08H15
Quilograma de café chega ao mercado ao preço de 290 kwanzas © Fotografia por: Edições Novembro

Segundo o responsável da Brigada Técnica do Café, David Zua, nos últimos quatro anos a produção local tem sido animadora, com excepção da época 2020/2021, em que se observou uma produção abaixo das 230 toneladas, fruto da estiagem registada em quase todo o território nacional.

David Zua frisou que o seu pelouro controla cerca de 3.700 de hectares de cafezal, onde estão empenhados, directamente, 180 cafeicultores. Nisso, elevou o empenho do ancião Castro Paiva, de 92 anos, como exemplo do impulso dado à actividade cafeícola, sendo o maior produtor da região, que actua na produção do grão desde o ano de 1964, numa área total de 120 hectares, colhendo, anualmente, entre 100 a 120 toneladas.

O fazendeiro afirmou que, por falta de chuva, o ano passado permitiu uma safra de dois mil quilogramas de café, "que é o meu pior registo da história como cafeicultor”. Manuel Castro Paiva disse que trabalha com meios próprios e clama por financiamento, para expandir a área de cultivo e dar continuidade ao aumento da produção.

O produtor mostrou-se muito preocupado com o pouco interesse que a juventude dá a trabalho nas plantações de café.

Outro produtor, Maurício da Costa, na área do café desde 2009, afirmou que dos 15 hectares disponíveis, 13 se encontram preenchidos com cafeeiros, acção que está a ser sustentada por 16 colaboradores.

Este ano o produtor antevê uma colheita de 12 toneladas, embora esteja insatisfeito com os 290 kwanzas estabelecidos para a comercialização oficial do quilograma de café, tidos pelo agricultor como valor injusto, atendendo aos custos de produção, que vão desde a lavoura, poda, sacha e recolha do produto.

Louvou o trabalho da Brigada Técnica do Café e da Direcção Municipal da Agricultura na busca de compradores nacionais e internacionais, que vão ao encontro dos produtores, permitindo a comercialização de todo produto armazenado.


Marcelo Manuel | Golungo Alto

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