Economia

Produtores correm para financiamentos do PAC

Pequenos e médios empresários agrícolas da Lunda-Norte começam, nos próximos dias, a remeter processos a instituições bancárias com vista à solicitação de financiamentos elegíveis ao Programa de Apoio ao Crédito (PAC), aprovado pelo Executivo no âmbito do Prodesi.

24/08/2019  Última atualização 09H55
Edmundo Eucílio © Fotografia por: Colheita de café de Angola

O Jornal de Angola apurou junto do agricultor Carlos Borba, proprietário da Fazenda Txissua, localizada no município do Chitato, que aposta na produção de citrinos e tubérculos em escala média.
Carlos Borba, cuja fazenda dispõe de uma área agrícola de mil hectares, 12 dos quais cultivados, realçou que o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi) é o ponto de partida para a redução das dificuldades que se colocam ao fomento de uma agricultura moderna e ao aumento dos níveis de produtividade.
O empresário, que recebeu a visita do administrador municipal do Chitato, Gastão Cahata, no quadro do programa de criação de condições para a abertura do ano agrícola, reconheceu que a obtenção de crédito bancário vai permitir aumentar as áreas de cultivo, diversificar os produtos e proporcionar postos de trabalho em número superior aos cinco que actualmente asseguram a actividade da fazenda.
Com o investimento inicial de mais de 20 mil dólares, que possibilitaram a preparação de dois hectares para a produção de citrinos, com destaque para limão, laranja e ananás, o fazendeiro prevê receber um financiamento de cinco milhões de dólares para reforçar a actividade.
Nesse momento, trabalha no processo de organização da documentação necessária para a obtenção de financiamento junto de instituições bancárias, disse Carlos Borba.
No ano passado, segundo Carlos Borba, a fazenda teve uma colheita satisfatória na ordem de mais de 60 quilos de laranjas, igual quantidade de limão e quatro toneladas de ananás. Para a próxima colheita, espera-se mais de cinco toneladas de ananás, anunciou, apontando também uma produção de entre cinco e seis toneladas de mandioca por colheita.
O crédito bancário, avançou, vai permitir adquirir instrumentos de trabalho para desenvolver uma agricultura mecanizada, cumprir as exigências do Governo, inscrevendo os trabalhadores no Instituto Nacional de Segurança Social, além do pagamento do Imposto de Rendimento do Trabalho de acordo com a tabela salarial.

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