Economia

Produção de Dezembro aumenta 5,6 por cento

A produção angolana de petróleo do mês de Dezembro ascendeu para 35 634 887 barris, mais dois milhões ou 5,6 por cento que no mês precedente, quando se situou em 33,3 milhões de barris, de acordo com dados divulgados, ontem, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG). O concessionário declarou, numa nota enviada ao

15/01/2022  Última atualização 08H25
Angola produziu, em Dezembro, mais dois milhões de barris de petróleo que no mês anterior © Fotografia por: DR
Jornal de Angola, que, com a produção média diária de Dezembro, de 1 149 512 barris de petróleo, o país aumentou em mais de dois milhões de barris a produção mensal de petróleo.

Em termos homólogos, comprando com o mês de Dezembro de 2020, o output  petrolífero do último mês de 2021 também representa um aumento de dois milhões de barris, indica o documento, que aponta, ainda, para o crescimento da produção de gás associado durante o mesmo período, para 81 580 milhões de pés cúbicos.

Em média, a produção de gás associado correspondeu, em Dezembro, a uma média diária de 2 632 milhões de pés cúbicos, dos quais 1 264 milhões de pés cúbicos foram injectados, 807 milhões disponibilizados à Fábrica de Gás Natural Liquefeito de Angola (Angola LNG), 304 milhões para a produção de energia nas instalações petrolíferas e o remanescente para uso nas operações e escoamento do petróleo.

O documento revela que, no mês de Dezembro de 2021, oito sondas estiveram em actividade nas concessões petrolíferas angolanas, sendo quatro navios sonda (West Gemini, Libongos, Transocean Skyros e a Valaris DS-12), uma sonda semi-submersível (Scarabeo-9), uma sonda em terra (a Falcon HP-1000), uma sonda Tender (SKD Jaya) e uma unidade Hydraulic Workover.

Com estas unidades de sondagem, foram realizados trabalhos em 11 poços, com oito  operações de perfuração e completação que perfizeram um total de perfuração de 7 734 metros. Adicionalmente foi efectuada uma intervenção ligeira em terra.

Antes da divulgação destes dados, estimativas baseadas nos relatórios mensais produzidos pela ANPG até Novembro apontavam para a possibilidade da produção total de 2021 poder situar-se em 409,8 milhões de barris, caso se confirmasse a produção de 35 milhões durante o mês de Dezembro.

Esse volume representa, entretanto, um abrandamento face à produção angolana de petróleo de 2020, que ascendeu a 465,3 milhões de barris, perfazendo uma média de 1,2 milhões de barris por dia.

Financiar o crescimento

Na quinta-feira, o secretário de Estado para o Planeamento, Milton Reis, detalhou aspectos da estratégia adoptada para a recuperação económica, ao longo deste ano, afirmando que o Governo conta com a entrada em operação de novos projectos petrolíferos, para financiar o crescimento.

"O sector petrolífero deverá dar-nos os recursos financeiros para continuar a financiar os demais sectores,  na medida em que o crescimento esperado de 1,6 por cento  permite-nos esperar que venhamos ter uma produção média, em 2022, de 1 148 000 barris por dia”, disse Milton Reis num "briefing” com representantes da imprensa.

O secretário de Estado atribuiu a retoma do crescimento do sector petrolífero a actividades de perfuração de novos campos produtores no Bloco 0, com a entrada em fase de produção de novos poços, o início da campanha da perfuração de poços para desenvolvimento no Bloco 15 e a produção nos campos do Cuíca e Dungo, no bloco 15-06.

De acordo com o responsável, há, ainda, a perspectivas da entrada em produção da fase 2 do Campo Agogo no Bloco 15-06, actividades de perfuração de poços nos blocos 17 e 31, a entrada em produção do Campo Platina, no Bloco 18, assim como a primeira fase de produção do projecto Caril OPAP, no Bloco 32.

Milton Reis lembrou que a evolução esperada do Produto Interno Bruto (PIB), em 2022, é a de um crescimento de global de 2, 4 por cento, com o sector petrolífero a contribuir a expandir 1, 6 por cento e o não petrolífero 3,0 por cento.

O Governo projecta um crescimento em grande parte da economia, com a produção de diamantes de cerca de  10 por cento, para se situar em torno dos 10 milhões de quilates, além de desempenhos positivos nos sectores da Agricultura, com uma expansão de 4,0 por cento, Pescas (4,0 por cento), Transportes (2,0), Comércio (3,0)  e a Indústria  (4, 5).

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