Cultura

Produção “A Mulher sem corpo” encerra hoje Festival de Cinema

Mário Cohen

Jornalista

O filme “A Mulher sem corpo”, do realizador português António Borges Correia, encerra, hoje, às 18h30, no anfiteatro Wiza, da Fundação Arte e Cultura, na Ilha de Luanda, o Festival Itinerante de Língua Portuguesa (FESTin-Angola), realizado dentro das actividades da iniciativa Luanda Capital da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

05/05/2022  Última atualização 13H55
Festa da sétima arte vai ajudar a dar maior projecção aos realizadores nacionais, em particular no mercado internacional © Fotografia por: DR

"A Mulher sem corpo” é baseado em depoimentos reais, de mulheres vítimas de violência doméstica, captados num gabinete, cuja história ganha vida pelos actores Anabela Brígida, Rogério Vieira, Marco D’Almeida, Tiago Lila e Henrique Espírito Santo.

Uma hora antes da exibição, os participantes da Oficina de Produção de Eventos, orientada pela jornalista brasileira Ilana Oliveira, vão receber certificados de reconhecimento.

Organizado pela primeira vez em Angola, o Festin abriu no dia 1 de Maio, na Ubuntu-Casa de Cultura e Artes, com "Pureza”, do realizador brasileiro Renato Barbieri. O festival, co-organizado pela Associação Angolana de Profissionais de Cinema e Audiovisual (APROCIMA), incluiu filmes infantis e adultos, entre os quais quatro longa-metragem e dez curtas-metragens, de realizadores angolanos, brasileiros, cabo-verdianos, moçambicanos e portugueses.

Com o Festin-Angola, destacou o secretário-geral da APROCIMA, Francisco Keth, se abre um janela para que a associação dê os primeiros passos para a produção de festivais de cinema, "a começar com o Festival Nacional de Cinema, previsto para ser realizado no Lubango, há dois anos, mas até agora parado, devido à falta de uma equipa com conhecimentos e experiência”, disse.

O festival, realçou, vai permitir, doravante, que os realizadores angolanos possam  participar, todos os anos, no Festin, que geralmente é realizado em Lisboa. "Angola tem sido o país da CPLP que inscreve poucos filmes. Estamos a trabalhar para inverter o quadro”, disse.

Durante a realização do Festin-Angola foram exibidos vários filmes, com realce para a produção nacional "Nzila Ngola”, um documentário sobre a pandemia da Covid-19 e o impacto na vida social dos angolanos. O filme, de 24 minutos, foi produzido por um grupo de jovens na oficina "Do filme à música”, sob a direcção de António-Pedro, e teve como co-realizadores Albino Wacava, André Cupessala, Beatriz André, Biluca Quimunga, David Nahenda, Francisco Luvualo, Gelson Joaquim, Hilária Faustino, Marco António, Mendes Barão Normal, Sandra Zenany, Vanderley Lumbombo, Victorino Nambi e Zacarias Liatunga.

Na categoria de filmes infantis, o destaque foi  o filme brasileiro "Passagem Secreta” sobre uma menina que, ao salvar um amigo, descobre segredos pessoais. Protagonizado por Luiza Quintero, o filme conta com as participações de Fernando Alves Pinto e Arrigo Barnabé.

Portugal participou com "Cenas de uma Vida Amorosa”, de Miguel Afonso, e o documentário  "Casa Velha”, de César Pedro. Cabo Verde apresentou "Dadeci”, de Lara Plácido, enquanto Moçambique exibiu "Januário, o Engenheiro à Distância”, de Milton Tinga e Rupia Júnior.

Além da exibição de filmes, o festival incluiu, ainda, a realização de uma Oficina de Produção de Eventos, para jovens interessados na produção de eventos.  

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