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Procurador pede dez anos para ex-ministro da Justiça

O procurador da República junto do Tribunal Criminal de Dar El Beida, Leste de Argel, requereu, ontem, dez anos de prisão contra o antigo ministro argelino da Justiça, e sete contra Saïd Bouteflika, irmão e conselheiro do ex-Presidente, Abdelaziz Bouteflika.

13/10/2021  Última atualização 09H10
© Fotografia por: DR
A AFP refere que, na acusação, pronunciada no segundo dia do julgamento do antigo governante, indiciado por abuso da função e entrave ao bom funcionamento da Justiça, falsificação da assinatura oficial e incitação dos juízes à parcialidade, o representante do Ministério Público solicitou ainda a proibição do  mesmo exercer qualquer outra alta função.

A pena de sete anos foi igualmente requerida contra o empresário Ali Haddad, antigo secretário-geral do Ministério da Justiça, Laâdjine Zouaoui, e o antigo inspector geral do mesmo ministério, Tayeb Belhachemi. O resto dos acusados, nomeadamente os juízes Mokhtar Belahrach, Sa-moun Sid Ahmed, Khaled Bey, e o advogado Derfouf Mus-

tapha foram condenados a três anos de prisão. Os mesmos são acusados de terem intervindo, sob a instrução do ministro da Justiça, Tayeb Louh, na falsificação de documentos oficiais e julgamentos.


Recorde-se que os acusados são indiciados por causa da anulação do mandado de captura emitido em Agosto de 2013 contra o antigo ministro da Energia, Chakib Khelil, assim como o caso da intervenção, por ordem do ministro da Justiça, visando falsificar um processo verbal com efeito retroactivo, com o objectivo de admitir uma candidata durante as legislativas de Maio de 2017.
 
Críticas a França
Entretanto, o regresso do embaixador argelino em França, chamado no início deste mês a Argel após observações críticas do Presidente francês, Emmanuel Macron, está "condicionado ao respeito total do Estado argelino” por Paris, segundo o Presidente Abdelmadjid Tebboune, citado pela AFP, na sua primeira declaração pública em reacção às observações do seu homólogo francês.

"Esquecemos que a Argélia foi uma colónia francesa  A história não deve ser falsificada”, lembrou.

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