Economia

Procura por minerais críticos gera oportunidades ao país

A procura por minerais críticos está a aumentar "de forma galopante", sem ser acompanhada pela oferta, situação que cria uma "enorme oportunidade" para Angola se posicionar como um interveniente importante do sector, segundo uma responsável da consultora PwC.

28/07/2022  Última atualização 07H45
Banco Yetu é um dos que tem apoiado o sector diamantífero © Fotografia por: DR

Alexandra Moutinho apresentou, ontem, em Luanda, o estudo "Mine 2022", que se foca nas maiores empresas do sector ("Top 40"), tendo descrito 2021 como um ano excepcional para a indústria, em que os lucros cresceram 27 por cento para 159 mil milhões de dólares, valor que se prevê que diminua 1,0 por cento em 2022.

"A perspectiva é de crescimento de receitas, mas também de crescimento de custos e redução das margens", adiantou a responsável da consultora, durante o 2º Fórum Banca & Mineração, organizado pela Bumbar Mining, que decorreu, ontem, em Luanda, citada pela Lusa.

A especialista apontou também o desequilíbrio entre a oferta e a procura de minerais críticos como uma oportunidade para Angola, que possui 36 dos 51 minerais críticos identificados a nível mundial, tendo em conta a importância destes na transição energética e descarbonização.

A Agência Internacional de Energia estima que a procura anual por minerais críticos para as tecnologias de energia limpas ultrapasse os 400 mil milhões de dólares, até 2050, o que equivale actualmente às receitas anuais do carvão, indicou.

Aumenta procura

Alexandra Moutinho assinalou que a procura de minerais críticos está a aumentar "de forma galopante", havendo um enorme desajustamento do lado da oferta, sendo outro dos desafios a grande volatilidade dos preços.

Por exemplo, o lítio aumentou 280 por cento em 2021, o cobalto, 119 por cento e o cobre, 26 por cento. A indústria mineira tem vindo por seu lado a adaptar-se a mais riscos, mais escrutínio e maior volatilidade, bem como padrões de exigência mais elevada para os operadores, e uma postura regulatória mais assertiva, salientou a directora da PwC em Angola.

Em 2021, as "top 40" viram as suas receitas aumentar 32 por cento e os lucros, 27 por cento.

As transacções de ouro representaram 70 por cento do total, mas está também a crescer o peso dos minerais críticos que atingiram os 27 por cento em 2021, sendo o valor das transacções 159 por cento acima do que se registava em 2019.

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