Economia

Processo de exportação vai ficar mais facilitado

Nádia Dembene

Jornalista

O processo de exportação de mercadorias vai ser facilitado com a implementação da Janela Única do Comércio Externo (JUCE), anunciou ontem, em Luanda, a secretária de Estado para o Comércio e Serviços.

21/06/2024  Última atualização 11H15
Secretária de Estado para o Comércio e Serviços © Fotografia por: Edições Novembro

Augusta Fortes falava à imprensa na II edição do Fórum de Comércio Internacional sob o lema "Desafios para a Facilitação do Comércio em Angola”, disse que a plataforma visa simplificar, desburocratizar, bem como desmaterializar os processos de exportação.

Segundo afirmou, trata-se de uma plataforma única, onde vai ser remetida e retirada as solicitações feitas para o processo de exportação.

A iniciativa, acrescentou, surgiu em função das preocupações apresentadas pelos exportadores no excesso de documentos solicitados no acto de exportação. Nela, todos os intervenientes vão estar interligados.

"Estamos a falar do sistema de interligação dos sistemas que concorrem ao processo de importação e exportação. Isso certamente constitui um desafio, entretanto, a ideia é diminuir a intervenção humana, porque o comércio internacional hoje é um comércio sem papel e passar para a digitalização será uma mais-valia”, disse Augusta Fortes.

A secretária de Estado avançou ainda que o projecto está em avaliação, mas que já conta com o aval do Banco Mundial para o financiamento.

Em relação ao Fórum, considerou ser  um palco propício para poder-se falar do processo de importação e exportação, as reais barreiras que existem e propostas para poder eliminar essas barreiras.

No evento, estiveram peritos da Organização Mundial do Comércio, pois, por Angola ser membro, tem de cumprir com o compromisso legal existente.

Processo de exportação

A secretária de Estado para Comércio e Serviços, Augusta Fortes, afirmou que já se começa a assistir exportação fora dos produtos petrolíferos.

"Temos representado aqui neste fórum a Nova Agrolíder, que é um dos maiores exportadores de hortícolas e frutas. Temos também a empresa Food Care, que já está a exportar produtos industrializados. Então, temos aqui a representatividade da produção nacional”, afirmou.

De acordo com Augusta Fortes, actualmente, pode-se afirmar que os produtos não petrolíferos já contribuem para o PIB a três por cento, ainda de forma tímida, mas está-se melhor que ontem.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia