Economia

Processo de estabilização gera resultados positivos

O Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM) está a gerar indicadores positivos nas contas públicas, diminuição da inflação e normalização gradual do mercado cambial, considerou sexta-feira, no Luena, o ministro de Estado para a Coordenação Económica.

15/09/2019  Última atualização 08H14
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Manuel Nunes Júnior (no centro) percorre exposição afecta ao Fórum da Agricultura do Moxico

Manuel Nunes Júnior falava na abertura do Fórum da Agricultura Moxico 2019, realizado sob o lema “Desenvolver a agricultura, criar emprego e combater a pobreza”, num discurso em que enumerou os benefícios que o processo de estabilização macroeconómica pode proporcionar àquela província.

No caso específico da província do Moxico, adiantou o ministro, o Governo vai empenhar-se na melhoria das estradas para facilitar o escoamento da produção agrícola familiar para os centros urbanos.
A aposta institucional é a da criação de condições para que o Moxico volte a produzir com alguma abundância arroz, mandioca, ginguba e outros produtos, completou Manuel Nunes Júnior.
O ministro da Estado também referiu o Programa de Privatizações (Propriv), o qual, lembrou, visa reforçar o sector empresarial privado, aumentar a eficiência da economia e, sobretudo, os níveis de emprego no país, declarou sexta-feira, na cidade do Luena, Moxico, o ministro de Estado para a Coordenação Económica.
Para Manuel Nunes Júnior, o aumento da produção e a diversificação da economia nacional são imperativos nacionais para o país desenvolver-se, diminua a dependência do petróleo e deixe de importar alimentos de alto consumo.
No quadro desse fórum, Manuel Nunes Júnior percorreu e inaugurou uma exposição de bens produzidos no Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte, ao lado dos governadores destas duas províncias, Gonçalves Muandumba e Ernesto Muangala, além de altos responsáveis do Ministério da Agricultura e Florestas.

Investimento ineficiente

O antigo presidente da Associação para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) Fernando Pacheco afirmou que, nos últimos dez anos, o Moxico beneficiou de investimentos de mais de 100 milhões de dólares, empregues sem sucesso nas fazendas Camaiangala e Sakassange, bem como no Perímetro Irrigado do Luena.
“Estes três grandes empreendimentos custaram mais de 100 milhões de dólares aos cofres do Estado, sem contar com os custos operacionais”, afirmou o engenheiro agrónomo, para quem os resultados desses investimentos não tiveram qualquer impacto na vida económica da província e nem sequer conseguiram gerar empregos.
Fernando Pacheco considerou que, se esse dinheiro tivesse sido empregue na formação e capacitação dos quadros, bem como no reforço das instituições, nesta altura a província estaria em melhores condições para responder os múltiplos desafios económicos.
A declaração de Fernando Pacheco foi proferida ao defender a revisão de alguns programas do Executivo, por serem inadequados e tenderem a acentuar assimetrias regionais.

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