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Problemas ambientais matam milhões de pessoas no mundo

Mais de sete milhões de pessoas morrem anualmente no mundo, por falta de preservação do ambiente. A informação foi dada quarta-feira, na Embaixada do Reino Unido, em Luanda, pela ministra Paula Francisco Coelho, por ocasião do aniversário da Rainha Isabel II e das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, assinalado a 5 de Junho.

07/06/2019  Última atualização 09H45
Dr © Fotografia por: Os mares estão a ser cada vez mais invadidos pelos plásticos, o que constitui um risco à saúde

O evento, presidido pela embaixadora do Reino Unido em Angola, Jessica Hand, contou com a participação de membros do Executivo e de celebridades nacionais.
Paula Francisco Coelho salientou que as questões ambientais constam das prioridades do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, tendo considerado imperiosa a união de esforços para se dar resposta aos desafios ambientais.
Paula Francisco Coelho referiu que a poluição do ar, das águas e dos solos, as alterações climáticas, o abate indiscriminado de árvores, a caça furtiva, o tráfico de espécies ameaçadas de extinção, o deficiente saneamento básico, a má gestão dos resíduos, têm sido preocupações que remetem a grandes desafios. A ministra enalteceu o apoio do Governo britânico visando a protecção da vida selvagem, a capacitação de recursos humanos em gestão ambiental, entre outras acções.
A embaixadora do Reino Unido em Angola, Jessica Hand, sublinhou que as alterações climáticas constituem uma preocupação quotidiana e têm impactos nefastos, como as secas prolongadas no Sul de Angola.
“Precisamos de mudar o nosso pensamento e hábitos, antes que seja tarde demais”, referiu, apontando exemplos como a redução da quantidade de sacos plásticos e garrafas nas ruas e praias que acabam por flutuar no mar e nos rios.
Frisou que, anualmente, cerca de 200 milhões de toneladas de plásticos são usados apenas uma vez e jogados fora.

Plásticos invadem mares

“O peixe que comemos agora contém pequenas quantidades de plásticos que invadiram os sistemas de água. Por isso, é essencial que nos tornemos a primeira geração a deixar o ambiente em estado melhor do que encontramos. Viemos da natureza, mas não entendemos como ela é”, disse a diplomata britânica.
Jessica Hand falou da experiência que teve desde criança. Lembrou que os seus pais ensinara-lhe desde cedo a ler sobre o céu e o vento, para saber das mudanças durante as estações, tanto do período de chuva e de alteração das temperaturas.
Desde 2017, disse a diplomata, o Ministério das Relações Exteriores britânico eliminou 97 por cento dos 1,56 milhões de itens de plástico descartáveis no Reino Unido.
Este trabalho, acrescentou, está ser agora expandido para missões no exterior. Daí a iniciativa da realização da primeira Festa de Aniversário da Rainha Isabel II em Angola, marcada sem o uso de plástico.

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