Economia

Privatização não ameaça empregos

Hélder Jeremias

Jornalista

A alienação de 51 por cento do capital ENSA, na primeira fase do processo de privatização da seguradora, postulaa salvaguarda a manutenção da força de trabalho, declarou, ontem, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração do IGAPE.

18/06/2021  Última atualização 09H31
Alienação tida como a melhor forma de proteger postos de trabalho © Fotografia por: DR
Patrício Vilar proferiu a declaração num webinar sobre a privatização da ENSA em que dividiu a apresentação com os presidentes dos conselhos de administração da Agência Reguladora e Supervisão de Seguros (ARSEG), Elmer Serrão, e da seguradora estatal, Carlos Duarte.


De acordo com Patrício Vilar, a privatização parcial  deve estar concluída no quarto trimestre deste ano, após as etapas de candidatura, apresentação de propostas, negociação e adjudicação, estando a decorrer, agora, a fase de determinação do preço alvo.

Patrício Vilar sustentou a previsão sobre o cumprimento do programa até ao final do presente ano pelo facto de as peças do concurso já estarem formadas e publicadas há uma semana.

Carlos Duarte apontou a força de trabalho excessiva, a existência de parte significativa do património imobiliário fora do core business e a necessidade de instalações com condições técnicas entre algumas das prementes preocupações, pelo que defende a resoluções para tais problemas sem colocar em causa o interesse dos trabalhadores.


Considerou a privatização como a melhor forma de garantir a sustentabilidade da ENSA a longo prazo, com uma carteira de investimento em que os seguros da indústria petroquímica deixam de ser a principal fonte de solvência, num contexto em que se prevê  maior protagonismo de outras seguradoras.

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