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Primeiro-Ministro exorta à adesão massiva nas eleições

O Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, exortou, ontem, a população a votar nas eleições gerais de hoje, marcadas pelo conflito na região Norte do Tigray e pelas tensões étnicas crescentes no país.

21/06/2021  Última atualização 04H15
Ahmed pediu à toda a população para comparecer às urnas © Fotografia por: DR
O apelo de Abiy, num discurso proferido, ontem , à nação através da televisão, surge depois de a Comissão Nacional de Eleições da Etiópia (NEBE) ter anunciado, na quinta-feira, que as eleições em duas regiões, Harari e Somali, foram adiadas para Setembro próximo, devido a irregularidades e problemas relacionados com a impressão dos boletins de voto.

As eleições também não se realizarão na região do Tigray, palco desde Novembro passado de um conflito armado que já deixou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados, e ameaçada pela fome. As três regiões são responsáveis por 63 dos 547 lugares na Câmara Baixa do Parlamento, cujos deputados serão escolhidos nestas eleições.

Segundo a NEBE, apenas  37,4 milhões de eleitores inscreveram-se para participar nas eleições num país de cerca de 109 milhões de pessoas. O Partido da Prosperidade (PP), que controla todos os lugares no parlamento, prometeu uma eleição credível e democrática, na qual Abiy, o vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2019, procurará um novo mandato através de eleições indirectas. Os eleitores elegerão 547 membros do parlamento federal e o líder do partido vencedor se tornará Primeiro-Ministro. A última eleição geral foi realizada em 2015.

Trata-se do primeiro teste eleitoral para Abiy Ahmed desde que assumiu o cargo com a promessa de acabar com a repressão, embora  haja preocupações sobre a integridade da votação. Abiy - 44 anos e que chegou ao poder em Abril de 2018 - promoveu importantes reformas na Etiópia, o segundo país mais populoso de África, tais como o fim do Estado de Emergência imposto pelo seu antecessor, a amnistia de milhares de presos políticos, a legalização dos partidos da oposição ou o compromisso de realizar eleições.

Mas, o chefe do Governo também tem sido criticado por não resolver alguns dos problemas de raiz, tais como as tensões étnicas que têm causado ondas de violência na Etiópia. Foi também criticado por ter lançado a ofensiva militar de Novembro contra a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), até então no poder naquela região. As eleições gerais estiveram inicialmente marcadas para Agosto de 2020, mas foram adiadas devido à pandemia da Covid-19.

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