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Primeiro-Ministro apela aos rebeldes para a rendição

O Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, instou, terça-feira (30), os rebeldes de Tigray a renderem-se, afirmando que as Forças Governamentais estão perto da vitória, uma semana após se ter comprometido liderar as tropas no campo de batalha.

01/12/2021  Última atualização 10H25
Abiy Ahmed diz que os rebeldes “estão a cair como folhas” © Fotografia por: DR
"A juventude de Tigray está a cair como folhas. Sabendo que está vencida, é dirigida por alguém que não tem visão nem um plano claro”, disse Abiy, prémio Nobel da Paz 2019, num comentário difundido pela imprensa estatal.
"Eles devem render-se hoje à Força de Defesa Nacional, às Forças Especiais, às Milícias e ao povo”, acrescentou o chefe do Governo etíope.

O vídeo é o mais recente de uma série que mostra Abiy Ahmed com  uniforme militar, acompanhado por soldados num cenário que parece a região de Afar, palco dos combates das últimas semanas, em que os rebeldes tentam tomar o controlo de uma estrada estratégica entre o Djibuti e a capital da Etiópia, Adis Abeba.

No domingo, vários órgãos de informação do Estado disseram que o Exército controlava a cidade de Chifra, e  on-
tem Abiy Ahmed declarou que estes êxitos militares se reproduzirão na frente Oeste, na região de Amhara.
"O inimigo foi vencido. Alcançámos uma vitória impensável com o comando oriental em um dia. Agora, a Oeste, vamos repetir essa vitória”, disse.

O Governo Federal anunciou, na semana passada, que o Primeiro-Ministro tem estado na linha da frente a liderar o Exército na guerra contra as Forças da Frente Popular de Libertação do Tigray, partido que governou a política etíope com mão de ferro entre 1991 e 2018.

A guerra eclodiu em No-vembro de 2020, quando Abiy lançou uma ofensiva contra a TPLF, o partido então no po-der em Tigray, vencedor com maioria esmagadora em eleições estaduais não autorizadas por Adis Abeba, a pretexto de uma alegada retaliação por um ataque a uma base militar federal e no culminar de uma escalada de tensões políticas.

Até agora, segundo a ONU, milhares de pessoas foram mortas e cerca de dois milhões forçadas a fugir das suas casas devido à violência.

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