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Primeira-ministra demite-se horas depois de ser nomeada

A recém-eleita Primeira-Ministra sueca, Magdalena Andersson, renunciou, quarta-feira (24), ao cargo, poucas horas depois de ter sido nomeada, uma vez que não conseguiu que a sua proposta de Orçamento fosse aprovada.

25/11/2021  Última atualização 10H05
Magdalena Andersson vê reprovado o seu orçamento © Fotografia por: DR
 A economista conseguiu, na terça-feira à noite, no fim do prazo, o apoio necessário para chegar ao poder, graças a um acordo de última hora com o partido da Esquerda, prometendo aumentar as pensões mais baixas, e ao lado do partido Ambientalista.

 Contudo, um outro partido relevante no Parlamento sueco, o Partido do Centro, insatisfeito com as concessões feitas à esquerda, retirou o seu apoio ao orçamento.

 A consequência imediata foi que, o mesmo Parlamento que elegeu Andersson pela manhã, deixou o seu orçamento em minoria, à tarde, e aprovou o orçamento da oposição de direita, que fora preparado anteriormente com a extrema-direita, do partido Democrata da Suécia.

 "Há uma prática constitucional segundo a qual um Governo de coligação renuncia quando um partido sai. Não quero liderar um Governo cuja legitimidade esteja em questão”, declarou a líder social-democrata, acrescentando que espera ser reeleita numa votação futura.

 A líder dos social-democratas suecos foi eleita, ontem, Primeira-Ministra pelo Parlamento de Estocolmo, tornando-se na primeira mulher a governar a Suécia.

 Até então, Andersson ocupava o cargo de ministra das Finanças do Governo dirigido pelo demissionário Stefan Lofven, tendo sido eleita pelos votos a favor de 117 deputados, com 57 abstenções.

 No Parlamento de 349 lugares, apesar de 174 deputados terem votado contra, o número de abstenções permitiu a escolha de Magdalena Andersson.

 De acordo com a Constituição sueca, os chefes de Governo podem ser nomeados para governar pelo Parlamento se 175 deputados não votarem contra.

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