Política

Primeira-Dama destaca papel da escola no combate à discriminação

Adelina Inácio

Jornalista

A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, defendeu, sexta-feira, em Luanda, a conjugação de esforços no combate à exclusão e à discriminação das crianças com necessidades educativas especiais, durante a abertura da segunda Conferência do Ciclo Educar para a Cidadania: “Por uma Escola Inclusiva. Intervenção ao nível da Dislexia, da Sobredotação e do Autismo”.

27/11/2021  Última atualização 07H35
© Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
Ana Dias Lourenço entende que a promoção de ambientes de aprendizagem estimulantes e inclusivos, são capazes de desenvolver o máximo potencial destes alunos, aumentando a auto-estima e a confiança, e desenvolvendo uma imagem mais positiva de si próprios.
A Primeira-Dama da República disse que as escolas do ensino regular constituem os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias, criar comunidades abertas, solidárias e inclusivas. "Só desta forma seremos capazes de desenvolver o potencial de cada criança num ambiente de respeito pela diferença, de solidariedade e de empatia”, referiu.
Para tal, adiantou, que para a materialização do projecto requer um planeamento cuidado, a formação de professores de qualidade, o suporte continuado aos alunos, recursos pedagógicos adequados às mais variadas necessidades e meios humanos tecnicamente qualificados, além de um Programa Educativo orientado para todos os alunos, independentemente do seu contexto de origem e das suas particularidades físicas, comportamentais, psicossociais ou cognitivas.

"As crianças e jovens com dislexia, sobredotação ou autismo, mais do que diferentes, são, sobretudo, crianças e jovens que precisam de todos os cuidados, desde a atenção ao abraço”, sublinhou.

Por isso, a Primeira-Dama entende ser necessário identificar os sinais de alerta, ter presente e usar as ferramentas necessárias para uma intervenção o mais precoce possível e implementar estratégias diferenciadoras entre a população escolar, no sentido de integrar cada uma destas crianças e jovens no sistema de ensino, para que tenham iguais oportunidades às dos restantes alunos.

Ana Dias Lourenço destacou, igualmente, ser urgente encarar as necessidades educativas especiais como um desafio de superação e uma oportunidade de superação, com a mente aberta e recorrendo aos especialistas e às melhores práticas "porque a informação é a chave do desenvolvimento pleno da sociedade e a garantia de futuro das novas gerações”.

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