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Primeira-Dama avalia impacto do “Nascer livre para brilhar”

A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, avaliou, sexta-feira(20), no Luena, província do Moxico, o impacto do Programa "Nascer livre para brilhar”, que tem como objectivo principal a redução da transmissão do VIH/Sida de mãe para filho.

21/05/2022  Última atualização 10H00
© Fotografia por: Daniel Benjamim | Edições Novembro

Durante a sua estadia de aproximadamente seis horas no Luena, Ana Dias Lourenço visitou o Lar da 3ª Idade Rainha Nhakatolo Chissengo, localizado no bairro Sinai Velho, onde constatou as condições de habitabilidade de 66 idosos.   

No cumprimento da sua agenda de trabalho, a Primeira-Dama fez a entrega oficial de uma residência à mãe de trigémeos, que foram apadrinhados pelo Casal Presidencial, aquando da sua visita de trabalho, em 2019, à província do Moxico.

João, Ana e Cândida, agora com três anos de idade, nascidos de mãe seropositiva, estão saudáveis e livres do HIV/Sida, graças ao Programa "Nascer livre para brilhar”.   

 "Quando estivemos aqui, no dia 1 de Dezembro de 2018, para fazer o lançamento da campanha "Nascer livre para brilhar”, comprometemo-nos que iríamos fazê-la em três anos, com o compromisso de tudo fazer para que em Angola não houvesse Sida pediátrico”, disse a Primeira-Dama.

Ana Dias Lourenço acrescentou que depois de um ano e meio voltou ao Luena e numa visita à maternidade encontrou uma jovem seropositiva, que tinha dado à luz trigémeos. "Cuidamos das crianças e da mãe e, com o apoio de pessoas de boa vontade e do governador Muandumba, em particular, tentamos resolver os problemas que têm enfrentando”.

Passando algum tempo, segundo a Primeira-Dama, a mãe ficou na rua com as crianças e, devido ao estado grave de desnutrição, o hospital acolheu-as e, depois do tratamento, foram alojadas no Lar da 3ª Idade Rainha Nhakatolo Chissengo.

"Achamos que o Lar da 3ª Idade não era o lugar ideal e decidimos construir uma casa, com o apoio do governador, na cedência do terreno, e dos parceiros, que ajudaram a financiar a obra”, disse a Primeira-Dama, acrescentando que  "quando decidi abraçar a campanha não acreditei que seria possível mostrar ao mundo crianças tratadas no quadro da Campanha "Nascer livre para brilhar", mas, hoje, o resultado está aí”.

Ana Dias Lourenço afirmou que a campanha foi lançada para três anos (de 2019 a 2021), mas a Covid-19 criou alguns transtornos e não foi possível atingir todas as metas.

Garantiu que o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Luta Contra a Sida vão continuar a implementar os programas operativos de corte de transmissão vertical, que permite que seropositivas possam dar à luz bebés sem VIH/Sida, para se atingir as metas preconizadas.  

"Fixámos a meta dos 14 por cento de taxa de corte de transmissão vertical. Estávamos a 26 por cento. Pensei que não fosse possível, porque achei de 26 para 14 era impossível, mas os técnicos do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, que me apoiaram, disseram que é possível. Não atingimos 14, mas chegamos a 17 por cento”, sublinhou a Primeira-Dama, que mostrou-se satisfeita com a meta alcançada e afirmou que, com mais trabalho, dedicação e apoio de todos, daqui há mais de dois ou três anos é possível alcançar a meta dos 14 por cento.


Samuel António

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