Economia

Prevista diminuição da inflação e dos juros

A consultora FocusEconomics caracteriza a evolução da economia angolana fora da indústria petrolífera, este ano, pela moderação na inflação, a descida das taxas de juro e a estabilidade política, o que enquadrou os indicadores positivos do consumo privado e da actividade no investimento entre Janeiro e Maio.

07/07/2019  Última atualização 09H03
DR © Fotografia por: Consumo interno impulsiona o crescimento económico

Fora da indústria petrolífera, “os dados parecem mais animadores”, vincam os analistas da FocusEconomics num relatório datado de Barcelona, Espanha, enviado aos investidores e citado ontem pela Agência Lusa.
“A crónica dependência do sector petrolífero vai continuar a limitar o crescimento geral este ano, num contexto de preços globais do crude voláteis e de fraca produção interna”, notam os economistas, salientando, ainda assim, que “a procura interna deve sustentar uma modesta recuperação, já que a inflação mais baixa e a política monetária menos restritiva propiciam a despesa privada e as reformas económicas levam a mais investimentos”.
A consultora reviu em baixa a previsão de crescimento deste ano para 0,2 por cento para 0,1 pontos percentuais (menos 0,3 por cento que a previsão do Governo e inferior em 0,4 que a do Fundo Monetário Internacional), mas prevê uma expansão económica de 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.
“A economia de Angola saiu da recessão no último trimestre de 2018, num contexto de reformas económicas e de apoio financeiro por parte do Fundo Monetário Internacional”, escrevem os analistas no relatório sobre as economias africanas relativo ao mês de Julho.
O documento ressalva que, “no início de 2019, uma deterioração adicional na indústria petrolífera parece ter abrandado o crescimento” da economia angolana e acrescenta que “a produção de petróleo ‘cambaleou’ até ao mês de Maio e as exportações provavelmente perderam o ímpeto na segunda metade do segundo trimestre com a descida dos preços”.

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