Política

Presidente pela quinta vez no Parlamento

Domingos dos Santos

Jornalista

O Presidente João Lourenço vai, hoje, pela quinta vez, ao Parlamento, para fazer um discurso sobre o estado da Nação, num acto que vai marcar, formalmente, a abertura do quinto e último ano da actual Legislatura.

15/10/2021  Última atualização 06H40
O discurso é aguardado com bastante expectativa, não apenas porque se trata do último nesta Legislatura, mas, sobretudo, devido ao momento difícil que o país atravessa, do ponto de vista económico e social.

Do político ao simples cidadão, passando por líderes religiosos, a esperança é de que o Chefe de Estado apresente, hoje, uma mensagem de confiança em dias melhores. 

O jurista Agostinho Paulo disse esperar do Presidente da República um pronunciamento sobre a realização das eleições gerais e autárquicas no país. Segundo ele, "nunca houve qualquer desprimor” relativamente à realização das eleições, na medida em que o "Presidente da República tem incentivado a aprovação de leis que levem às eleições gerais e às autarquias.”

"O Chefe de Estado quer que a Lei sobre as Eleições Gerais seja consensual, que revitaliza o Estado democrático e de direito. O nosso vaticínio é que algumas normas da Lei sobre as Eleições Gerais, que o Presidente devolveu ao Parlamento para reapreciação, sejam alteradas no quadro dessa visão”, disse.

Agostinho Paulo acredita que o Presidente da República poderá trazer novidades sobre a redução dos preços da cesta básica, "porque sabe que, cada vez mais, a vida está cara para os cidadãos”.

"Em todos os discursos dos militantes do MPLA, sobretudo dos responsáveis ministeriais, nunca ninguém disse que a situação em Angola está boa. A situação dos cidadãos está difícil, por isso é que o Governo, liderado pelo Presidente João Lourenço, está comprometido em mudar esse quadro”, afirmou.

Apesar do momento menos bom que o país vive, o também advogado considera João Lourenço "o construtor da nova Angola, pois está comprometido em acabar com as grandes dificuldades na vida dos cidadãos.”

Para Agostinho Paulo, "os angolanos ainda não se adaptaram” às grandes transformações que João Lourenço tem estado a implementar no país. "Quando se quer transformar uma sociedade como a nossa, é difícil as pessoas entenderem. Portanto, muita boa gente ainda não se adaptou ao espírito e à forma de governação do Presidente João Lourenço, que está comprometido em transformar o país”, defendeu.

O jurista lembrou que "o país ficou mais de 30 anos a ser governado com práticas lesivas ao erário”, mas a chegada ao poder de João Lourenço "trouxe uma nova forma de exercício da política e da governação.”

"Por isso, há muitos cidadãos com dificuldades de  adaptação a esta nova Angola. Portanto, esses sacrifícios vão gerar no futuro benefícios para a sociedade angolana, uma vez que o espírito é criar uma nova Angola, em que os cidadãos não precisem de recorrer a meios ilícitos para viver”, sublinhou.

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