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Presidente pede apoio para Moçambique

O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, lançou, ontem, “um veemente apelo” à comunidade internacional para “tudo fazer para minimizar a dor do povo moçambicano”, face ao conflito armado no Norte do país.

18/06/2021  Última atualização 05H05
© Fotografia por: DR
O Chefe de Estado são-tomense falava à imprensa no final de um encontro com o homólogo da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que se encontra em São Tomé para uma visita oficial de três dias. "São Tomé e Príncipe acompanha com muita preocupação a difícil situação prevalecente na República de Moçambique, com consequências humanitárias incalculáveis, o que interpela a nossa atenção, enquanto países membros da CPLP (Comunidade de Países de Linga Portuguesa)”, disse.


A violência que se tem registado em Cabo Delgado, Norte de Moçambique, desde 2017 resultou em 2.800 mortos e 732.000 pessoas deslocadas. 



 Na quarta-feira, o bispo da Diocese de Pemba, António Juliasse Sandramo, disse que as famílias de acolhimento dos deslocados da guerra em Cabo Delgado devem ser incluídas nos pacotes de apoio ao desenvolvimento de quem sofre com a violência armada.



 "Todas as intervenções devem integrar aspectos de boa convivência entre deslocados e os locais, os apoios não devem ser canalizados só para deslocados, ignorando totalmente a população local”, referiu o prelado. António Juliasse Sandramo falava à Lusa depois de se ter reunido com consultores da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), entidade estatal que está a traçar planos para o desenvolvimento social e económico de Cabo Delgado.



Juliasse  defende "o diálogo com irmãos muçulmanos e entre eles mesmos, nas  várias vertentes e famílias, para que encontrem caminhos também de dialogar com a juventude e demonstrar que a verdadeira face da religião islâmica não combina com a violência”.



"Tudo o que é violento e extremista não é o verdadeiro islamismo”, sublinhou. "Estamos todos juntos nesta busca da paz”, destacou. Juliasse Sandramo lembrou ainda que sem segurança os investimentos retraem-se, dando como exemplo o actual momento, em que vários projectos criados para Cabo Delgado pararam.

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