A Argélia e a Serra Leoa foram eleitos membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, esta terça-feira, após uma votação que envolveu a Coreia do Sul, a Slovénia, a Bielorússia e a Guyana, soube o JA Online.
A Comissão Europeia propôs, esta terça-feira, a cooperação com países africanos, como Marrocos, para combater as travessias ilegais nas rotas migratórias do Mediterrâneo Ocidental e do Atlântico, avança a Lusa.
O Presidente do Senegal, Macky Sall, rejeitou, terça-feira, as alegações de que seria inconstitucional concorrer a um terceiro mandato, recusando-se a confirmar se planeia fazê-lo.
A oposição alega que a Constituição do Senegal proíbe Sall - que foi eleito em 2012 e reeleito em 2019 - de concorrer novamente na próxima eleição, marcada para Fevereiro de 2024. Num clima político cada vez mais tenso, a oposição alegou repetidamente que Sall pretende anular a Constituição para fazê-lo.
A Constituição do Senegal foi revista em 2016 para encurtar os mandatos presidenciais de sete para cinco anos e estabelece que "ninguém pode exercer mais de dois mandatos consecutivos”. Mas, em entrevista à revista francesa L'Express publicada online, Sall argumentou que, quando o Conselho Constitucional foi consultado antes da revisão, considerou que o seu primeiro mandato estava fora da reforma. "Legalmente falando, o debate está resolvido há muito tempo”, disse na entrevista citada pela AFP. "Agora, se devo concorrer a um terceiro mandato ou não? É um debate político, admito.”
Na mesma entrevista, Sall disse que "ainda não dei a minha resposta. Tenho uma agenda, um trabalho a fazer. Quando chegar a altura, darei a conhecer a minha posição, primeiro aos meus apoiantes, depois ao povo senegalês”. Sall também falou sobre o seu principal adversário político, Ousmane Sonko, que actualmente enfrenta dois processos judiciais que podem ameaçar a sua elegibilidade para a eleição. Sall acusou Sonko de "manipular” às ruas.
"Um indivíduo não pode bloquear a capital, Dakar, sob o único pretexto de que ele é convocado para o tribunal”, disse o Presidente senegalês. "Se o Senegal não fosse uma democracia genuína, acredite, o seu destino teria sido resolvido há muito tempo”. Quando questionado sobre a possibilidade de mais distúrbios, o Presidente alertou: "Uma coisa é certa: aqueles que pensam que podem intimidar o Governo e bloquear a justiça estão a iludir-se”.
Entretanto, a audiência do principal líder da oposição, Ousmane Sonko, que estava marcada para sexta-feira, foi adiada para 30 de Março. À porta do tribunal, estava um forte aparato policial que teve dificuldade em controlar uma enorme multidão, tendo mesmo de recorrer a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, segundo revelou, ontem, a AFP.
76 migrantes da Tunísia e da Líbia foram repatriados
O Senegal repatriou, ontem, 76 compatriotas da Tunísia e da vizinha Líbia, anunciou o Governo numa nota enviada à AFP. O Governo senegalês abriu uma unidade de crise e um registo para identificar os repatriados.
Das 172 pessoas registadas e estabelecidas na Tunísia e na Líbia, 76 foram repatriadas num voo da companhia aérea nacional Air Senegal, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado divulgado nas redes sociais.
O ministério não especificou o número de pessoas repatriadas de cada um dos dois países. Também não explicou a razão pela qual foram trazidos de volta da Líbia.
A Líbia está mergulhada em uma grave crise política desde a queda de Muammar Khadafi, em 2011. Ao contrário dos vizinhos como República da Guiné e Mali, o Senegal tem sido discreto sobre a repatriação. As autoridades senegalesas proibiram uma manifestação de protesto em frente à Embaixada da Tunísia em Dakar a 4 de Março contra as declarações do Presidente tunisiano.
O Presidente do Senegal, Macky Sall, informou a 10 de Março, no Twitter, que se en-controu com o Presidente da Tunísia no mesmo dia. "Discutimos questões de interesse comum. Apreciei as medidas de apaziguamento que ele tomou no contexto da situação actual”, disse.
Recentemente, Kais Saied proferiu um discurso onde acusava os imigrantes subsaarianos de estarem a transformar a demografia tunisina, dando o pontapé de saída para uma série de acções de violência e discriminação contra a comunidade africana radicada no país do Norte de África.
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