Opinião

Presidente em Washington

O Presidente João Lourenço encontra-se em Washington D.C., a capital federal dos Estados Unidos, para um conjunto de actividades políticas, diplomáticas e económicas, antes de partir para participar da 76ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

20/09/2021  Última atualização 09H05
Trata-se de uma estadia, na capital americana, que serve para o Chefe de Estado encontrar-se com figuras proeminentes do Estado americano, como o previsto com Nancy Pelosi, a Speaker da Câmara Baixa do Congresso e terceira figura da hierarquia daquele país.

Com a congressista e outras individualidades do Parlamento americano, o Presidente João Lourenço vai, seguramente, entre outros aspectos, manifestar o interesse de Angola em reforçar os laços, a todos os níveis, sobretudo ao abrigo da Parceria Estratégica, rubricada há cerca de dez anos.

Angola e os Estados Unidos possuem excelentes relações, razão pela qual circunstâncias como a actual, da presença do Presidente em Washington, servem sempre para o reforço, numa altura em que a diversificação da economia, a crise energética, desafios ambientais e outros obrigam à exploração de novas formas de cooperação.

Angola, atendendo ao potencial agrícola que começa a dar o ar da sua graça, precisa de mercados como o americano,  de mais de 300 milhões de consumidores, cuja demanda por produtos agrícolas constitui um desafio, já experimentado através do AGOA. A lei de investimento com vantagens tarifárias para o mercado americano, de que Angola passou a ser elegível desde há 20 anos, reconheçamos, nem sempre foi devidamente aproveitada por razões ligadas ao nosso processo produtivo.

Esperemos todos que na mesa-redonda sobre os investimentos em Angola, uma iniciativa da Câmara de Comércio Estados Unidos da América-Angola, a delegação angolana seja assertiva na mensagem a ser transmitida aos empresários americanos sobre as oportunidades de negócios no país.

Hoje, independentemente das relações políticas e diplomáticas, encaradas como a inevitável rampa de lançamento para a efectivação das demais, de natureza económica e comercial, estas últimas devem estar quase que na frente das investidas de qualquer Governo.

É a prioridade das prioridades, razão pela qual o Executivo não hesita em participar ou promover, sempre que as circunstâncias permitam, os fóruns ou mesas-redondas para vender a imagem do país, do ponto de vista das suas potencialidades e oportunidades.

É do conhecimento das autoridades angolanas, o interesse, já várias vezes manifestado por empresários americanos, em familiarizarem-se mais e melhor  com o mercado angolano. Se formos bem sucedidos em falar aos americanos sobre as oportunidades, sobre as condições de investimento, a desburocratização e facilidade em termos de doing business, não há dúvidas de que eles virão. E para isso, melhor com a presença do Presidente João Lourenço em Washington. 

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