Economia

Presidente do Quénia elogia “Pandora Papers”

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, considerou, ontem, que a investigação "Pandora Papers", que acusa centenas de políticos e familiares de ocultarem activos em empresas ‘Offshore’, incluindo o próprio, vai “melhorar a transparência financeira” a nível internacional.

06/10/2021  Última atualização 09H55
Uhuru Kenyatta confiante no impacto da investigação © Fotografia por: DR
O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, em inglês) publicou, no domingo, um novo trabalho no qual revela que 14 líderes mundiais no activo esconderam fortunas de milhares de milhões de dólares para não pagarem impostos.

A este número juntam-se 21 líderes que já não estão no poder e que também ocultaram propriedades e rendimentos. A investigação alega que Kenyatta, que diz querer combater a corrupção, possui secretamente uma rede de 11 empresas ‘Offshore’ com seis membros da família, incluindo uma com activos no valor de 30 milhões de dólares (25,8 milhões de euros).

Num comunicado, o Chefe de Estado queniano apontou que a investigação vai "ajudar a melhorar a transparência financeira e a abertura necessárias no Quénia e em todo o mundo”. "Os fluxos ilícitos de dinheiro, lucros de crime e a corrupção prosperam num ambiente de segredo e escuridão”, referiu, citado pela agência France-Press, num comunicado em que não aborda as acusações contra si.

Embora a detenção de activos em empresas ‘Offshore’ ou a utilização de empresas de fachada não seja ilegal em muitos países, as revelações representam uma ameaça para o estatuto de líderes que defendem a austeridade ou a luta contra a corrupção.

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