Economia

Presidente da República quer mais angolanos na Indústria Petrolífera

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu hoje, em Luanda, a necessidade de se aumentar os técnicos nacionais em toda a cadeia da actividade petrolífera, além de ter exortado aos operadores mundiais a investir em Angola, garantindo estar em curso um processo de reformas no sector que assegura melhores condições para se apostar no país.

04/06/2019  Última atualização 20H34
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Conferência Oil & Gas 2019 termina quinta-feira e junta mil delegados de vários continentes para traçar novos rumos da exploração de petróleo e gás

 

O Chefe de Estado, que discursava na cerimónia de abertura da Conferência Oil & Gas 2019, que decorre em Luanda, lembrou que "Angola importa cerca de 80 por cento dos derivados de petróleo devido à falta de capacidade interna de refinação".
"Uma das principais prioridades do Governo é a construção das refinarias do Lobito e de Cabinda e a reabilitação da refinaria de Luanda. Mantemos a possibilidade de abrir outra refinaria, neste caso no Soyo, se a actual investigação sobre a oferta de crude assim o exigir", explicou o Presidente da República.
Uma das principais novidades do evento foi a assinatura do contrato para ampliação da nova unidade da única refinaria do país, que vai aumentar a produção de gasolina de 300 para 1.200 toneladas por ano.
O acordo resulta de um concurso internacional promovido pelos italianos da ENI, com quem a Sonangol assinou, em 2018, um acordo de cooperação.
As melhorias na Refinaria de Luanda serão realizadas pela empresa KT - Kinetics Technology, uma multinacional do sector com raízes em Itália. O valor do investimento não foi divulgado mas espera-se que os trabalhos de renovação da infra-estrutura promovam a criação de 1000 novos postos de trabalho.

Dois mil milhões de dólares para Cabinda
No decorrer da Conferência Oil & Gas 2019, que encerra quinta-feira, foi assinado um acordo entre a Sonangol e um consórcio privado ango-russo - com sede em Hong-Kong - chamado United Shine, para a construção de uma refinaria em Cabinda. O investimento ronda os 2 mil milhões de dólares com financiamento do banco público russo VTB.
Em conversa com o Jornal de Angola, o coordenador do projecto, Henrique Magalhães, explicou que a refinaria de Cabinda terá capacidade para produzir 60 mil barris diários. A construção da infra-estrutura deve arrancar nos próximos dois meses e a conclusão está prevista para 2022.

Notícia em desenvolvimento...

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia