Política

Presidente da República incentiva combate à desertificação no Namibe

Vladimir Prata | Moçâmedes

Jornalista

O Presidente da República, João Lourenço, deu mais um passo firme rumo à preservação do meio ambiente, ao encorajar, sábado (20), na cidade de Moçâmedes, a campanha de plantação de árvores no âmbito do Projecto Namibe Verde.

21/11/2021  Última atualização 07H34
© Fotografia por: Dombele Bernardo | Edições Novembro
Trata-se de um projecto para mitigar os efeitos da desertificação no Sul do país, com início na povoação da Muila, zona adjacente ao aeroporto Welwitschia Mirabilis, e que se estende ao centro da cidade. João Lourenço e a delegação que o acompanha, entre ministros de Estado e ministros, fizeram a plantação de várias árvores da espécie espinheira no perímetro.

O director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo e Ambiente do Namibe, Pedro Hangula, explicou à imprensa que a intenção é criar uma cortina florestal com esta área arborizada, cujas plantações iniciaram no segundo semestre deste ano. O projecto vai  permitir a criação de um espaço verde para garantir melhor ambiente na província bastante afectada pela estiagem nos últimos anos.

"Estamos a fazer uma arborização com base na plantação de espinheiras, por estas espécies serem as que se adaptam facilmente ao clima da região. Ou seja, não precisam de muita água para se desenvolverem”, explicou, referindo que o projecto conta com o apoio da administração, munícipes, igrejas e estudantes residentes na cidade.
O Chefe de Estado tem manifestado preocupação com as questões ambientais, participando em iniciativas locais e internacionais para um ambiente mais saudável.


Incentivo ao empresariado local
O ministro da Economia e Planeamento disse, ontem, em Moçâmedes, que o Executivo angolano está disponível para apoiar com capital de risco mais de 70 empresas privadas da província do Namibe com projectos ligados ao PRODESI, com um valor que vai de 10 milhões a 100 milhões de kwanzas para cada.


Mário Augusto Caetano João fez estas declarações à imprensa, depois da visita de trabalho que o Presidente da República efectuou a duas unidades fabris de iniciativa privada, sediadas na província do Namibe, nomeadamente uma fábrica de vinho e outra de processamento de pescado.

O ministro entende que os empreendedores, às vezes, não têm recursos para fazer face às exigências dos bancos, daí a decisão de apoiá-los: "Muitos vão à banca pedir cem milhões e a banca pede dez por cento. E aí alguns projectos encalham. Por isso, estamos disponíveis para ajudar a completar esses recursos necessários com capital de risco”.
Disse que o Executivo vai poder apoiar, numa primeira fase, cerca de 50 a 75 projectos no Namibe, com capital de risco e limitado: "Temos disponíveis cerca de dez milhões de kwanzas para cada projecto, que podem alavancar até cem milhões de kwanzas”.

Na tarde de ontem, o Presidente visitou o grupo Sicopal, a maior empresa especializada em captura, transformação e comercialização de pescado da província do Namibe. Nestas instalações, localizadas na Praia Amélia, o Chefe de Estado tomou contacto com todo o trabalho de processamento de alguns produtos do mar, com particular incidência para o caranguejo que, além de ser comercializado nos principais mercados do país, é exportado a países como África do Sul e Tailândia.

Segundo o proprietário da empresa, Mário Albano Carqueja, o grupo está interessado em expandir o mercado internacional. "Neste momento, estamos a trabalhar na alteração de algumas estruturas, juntamente com o Ministério das Pescas, para ver se conseguimos a certificação que permitirá exportar os nossos produtos para a União Europeia e o processo está no bom caminho. Pensamos que mais dois ou três meses poderemos terminar as obras e, a partir daí, será muito mais fácil exportar”, informou.

O grupo Sicopal emprega mais de 700 trabalhadores em Moçâmedes e no município do Tômbwa, onde conta com instalações para transformação do pescado. Tem três embarcações do tipo cerqueiras, três para captura de caranguejo, três de malhar e duas de pesca artesanal. Além do sector das pescas, tem investimentos no ramo da agricultura, com uma fazenda e loja de comercialização de fertilizantes e equipamentos.

Outra unidade empresarial visitada pelo Presidente da República foi a fábrica de vinho nacional da marca Vale do Bero, pertencente ao grupo M. Múrias – Agricultura e Indústria Lda. Um empreendimento existente desde 2006, cujo investimento já atingiu os mais de cinco milhões de dólares, mas que só recentemente começou a dar os primeiros resultados.

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