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Presidente da Indonésia ordena "auditoria exaustiva" a todos os estádios

JA Online

O Presidente da Indonésia anunciou hoje que ordenou uma "auditoria exaustiva" a todos os estádios do país com o objectivo de melhorar a segurança naqueles recintos, depois de terem morrido 131 pessoas num jogo de futebol, adianta a Efe.

05/10/2022  Última atualização 17H05
© Fotografia por: Reuters

"A partir deste incidente, temos de resolver tudo. Gestão de jogos, gestão de campos, gestão de estádios. Temos de fazer uma auditoria total. Não queremos que o incidente de Kanjuruhan se repita no nosso país", afirmou Joko Widodo, após uma visita ao hospital Saiful Anwar, na cidade de Malang, citado pela Efe.

No sábado, cerca de 42.000 pessoas assistiram ao jogo, em Malang, entre a equipa da casa Arema e o Persebaya Surabaya quando, após o apito final e a derrota dos anfitriões, milhares de adeptos invadiram o campo e envolveram-se em confrontos com as forças de segurança presentes, que resultaram em 131 mortos e mais de 460 feridos, segundo o ultimo balanço oficial.

As imagens dos incidentes deram a volta ao mundo e, após a pressão interna e internacional, Widodo ordenou uma investigação independente para descobrir os responsáveis pela tragédia e para avaliar o desempenho da polícia.

"Quero realmente conhecer as causas profundas desta tragédia para que no futuro possamos encontrar a melhor solução" para a evitar, cita a Efe.

O chefe de Estado indonésio visitou hoje alguns feridos no hospital e deverá também visitar o estádio de Kanjuruhan, quando aparecem denúncias sobre a falta de cumprimento dos regulamentos de segurança por parte dos responsáveis pelo equipamento, que recorreram à utilização de gás lacrimogéneo, proibidos pelos regulamentos da FIFA.

A Efe refere que, de acordo com as investigações preliminares, a maioria das vítimas morreu por asfixia, traumatismo ou atropelamento, uma vez que muitas das saídas estavam bloqueadas.

Até agora, as autoridades suspenderam 10 agentes da polícia, incluindo o chefe da polícia de Malang, enquanto investigam a actuação de outros 20 agentes.

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