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Presidente da Comissão da UA considera golpes de estados recuo das democracias

O Presidente da Comissão da União Africana (UA), Mousa Faki Mahamat, afirmou, esta quarta-feira, em Malabo, Guiné Equatorial, que as mudanças inconstitucionais de governos marca um recuo nos processos democráticos nos países africanos.

25/05/2022  Última atualização 15H05
© Fotografia por: DR
O diplomata tchadiano discursava na sessão de abertura do conselho executivo extraordinário da União Africana que decorre em Malabo, onde Angola se faz representar por uma delegação chefiada pelo ministro do Interior, Eugênio Laborinho.

A reunião de ministros antecede as cimeiras de Chefes de Estado e de Governo que, nos dias 27 e 28, vai analisar a situação humanitária em África, o terrorismo e as mudanças inconstitucionais de governos a nível do continente africano.

De acordo com o diplomata tchadiano a serviço da União Africana, as mudanças inconstitucionais de governos são um flagelo recente bastante triste para o continente que tem implicância no desenvolvimento dos países de África.

Conforme o responsável, o terrorismo e os golpes de estados são uma "gangrena” que afecta progressivamente todas as regiões do continente.

"Os terroristas não cessam das suas acções macabras com consequências consideráveis nos domínios das finanças, economia e segurança da população”, lamentou.

Situação humanitária

Relativamente à situação humanitária, Mousa Faki  referiu que África conta com 113 milhões de pessoas em situação de necessidades humanitárias, dos quais 48 milhões são refugiados, requerentes de asilo  e deslocados internos.

"Temos que responder, com urgência as necessidades destas pessoas, para podermos preservar a dignidade humana dos cidadãos”, defendeu o diplomata.

Neste sentido, defendeu a necessidade de os governos e seus parceiros tudo  fazerem para reduzir o aumento dos deslocados em África.

"Se não fizermos nada vamos ver o aumento deste número para dados irreversíveis  e deterioradas as suas condições humanas", sublinhou.

Integram a delegação  angolana, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, a secretaria de Estado das Relações Exteriores, Esmeralda Bravo Conde da Silva Mendonça, e o embaixador de Angola na Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana e da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Francisco José da Cruz.

 

 

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