Cultura

Preservação do Património Cultural é uma responsabilidade colectiva

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, considerou, este domingo (17), em Luanda, que as matérias relacionadas com as mudanças climáticas têm sido discutidas nos distintos campos do conhecimento, com particular incidência para as questões ligadas ao controlo dos vários riscos que podem afectar a subsistência dos seres vivos no planeta.

18/04/2022  Última atualização 09H35
© Fotografia por: DR
Numa nota de imprensa, por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que hoje se assinala, o ministro Filipe Zau refere que a "UNESCO, é a principal organização responsável pela salvaguarda da herança cultural e natural do mundo, preocupada com os factores de riscos à preservação do património”.

Este ano, a UNESCO entendeu proclamar o tema "Património e Clima, através de diálogos abertos, construtivos e intergeracionais”, no âmbito das comemorações anuais do Dia 18 de Abril, consagrado aos Monumentos e Sítios.

Segundo o ministro, abordar as implicações das mudanças globais que incidem sobre o Património Cultural e Natural Mundial é um assunto relevante e urgente. "No caso concreto do país, aparentemente, julgamos que o património cultural ou sítios situados na orla costeira correm riscos directos ou mais impactantes. Mas não! As mudanças climáticas incidem sobre o património cultural e natural deixando-os vulneráveis, independentemente da localização geográfica. Os impactos resultantes das mudanças climáticas podem afectar, igualmente, as comunidades e suas tradições (o património cultural imaterial) que são significativos para a nossa Memória Colectiva.”

Na sua visão, "será prudente reflectirmos sobre estas questões para evitarmos que os impactos das mudanças climáticas registadas na história e na cultura de outros povos, nos afectem de forma drástica. No país, são vários os riscos que afectam os milhares de sítios com valor cultural, histórico e arqueológico, uns já classificados e outros por se classificar, tais como, a perda das evidências arqueológicas, devido a mudanças nas condições do solo e do subsolo, danos a edifícios históricos por intrusão de águas subterrâneas e salgadas, danos a materiais orgânicos de construção por migração de pragas e danos estruturais por salitre ou até mesmo de inundações, além de outros danos físicos, como por exemplo os impactos sociais, em que as comunidades migram e o património fica sujeito ao abandonando.”

Felipe Zau entende, por isso, que devemos "abraçar e apoiar a iniciativa da UNESCO e do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios  (ICOMOS) em analisar, abordar, reflectir e consciencializar a sociedade, sobre a preservação do nosso variadíssimo património e das nossas ricas tradições, face aos actuais desafios de combater as alterações climáticas e outros riscos modernos que se registam no nosso planeta e que sujeitam a nossa herança histórica e cultural nas suas várias dimensões e naturezas.”

Referiu que os sítios de valor patrimonial "servem de veículo de comunicação e educação patrimonial, pois propiciam a pesquisa em locais históricos e às práticas ancestrais, para entendermos as respostas passadas às alterações climáticas.”

Filipe Zau lembrou que o programa para as comemorações deste ano do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala a 18 de Abril, comporta um conjunto de acções e actividades, profiláticas como conferências, palestras, mesa-redonda, exposições, visitas guiadas, visando "a sensibilização da sociedade sobre o impacto ambiental na vida e na cultura dos povos e sobre a preservação do património. Inclui a classificação de 19 bens. Uns elevados pelo seu valor patrimonial à escala nacional e outros que assinalam memórias locais e cuja preservação se torna um imperativo.”

Destacou, no âmbito do programa, "o Descerramento da Placa de Identificação ao Palácio do Governo, como Património Histórico-Cultural Nacional.

O Instituto Nacional do Património Cultural, órgão do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, prosseguirá, com o apoio e disponibilidade dos órgãos da Administração Local do Estado, o trabalho de levantamento, identificação, inventariação e classificação de todos os bens que, reunindo condições exigidas para o efeito, devam ser classificados e por via de consequência preservados para as actuais e futuras gerações!” Contudo, disse, a preservação do património Cultural e Natural é uma responsabilidade colectiva.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura