Economia

Preparadas as condições para reabertura do mercado do Luvo

Fernando Neto | Mbanza Kongo

Jornalista

As áreas de venda, carga, descarga e armazenamento de mercadorias, no Mercado do Luvo (Mbanza Kongo), encerrado há dois anos, em consequência da pandemia da Covid-19, estão a ser recuperadas, desde terça-feira, num prenúncio da retoma das actividades, logo que seja reaberta a fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

06/05/2022  Última atualização 08H30
Comerciante antecipam-se à reabertura da fronteira com a RDC © Fotografia por: GARCIA MAYATOKO | EDIÇÕES NOVEMBRO

O administrador municipal de Mbanza Kongo, Manuel Nsiansoki Gomes, que avançou esta informação, à imprensa, no termo da 1ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Auscultação das Comunidades, anunciou que decorrem, neste momento, trabalhos de limpeza, com vista ao melhoramento das condições de higiene do mercado, algo que se  afigura importante no domínio do intercâmbio comercial entre as populações dos dois países, Angola e República Democrática do Congo. 

"Estamos a fazer a limpeza do local, retirando o capim que ali cresceu nestes últimos dois anos, para evitar que sejamos surpreendidos quando for reaberta a fronteira com a RDC”, disse.

Manuel Nsiansoki Gomes salientou, por outro lado, que a reunião do Conselho de Auscultação da Comunidade abordou vários assuntos, com destaque para a situação recorrente do contrabando de combustível, uma situação que, disse, tem estado na base da escassez de gasolina e gasóleo nos principais postos de abastecimento da cidade de Mbanza Kongo.

Para atingirem à RDC, os contrabandistas utilizam os chamados "caminhos fiotes” (atalhos) existentes ao longo da orla fronteiriça. Para desencorajar esta prática, a Administração Geral Tributária está a aplicar uma taxa para que as pessoas possam, legalmente, transpor a fronteira e venderem combustível em bidões de 25 litros na RDC.

* Com Angop

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