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Preocupação das autoridades do Cunene

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Jornalista

O número de crianças na via pública a exercer venda ambulante, em particular na cidade de Ondjiva, no Cunene, está a preocupar as autoridades da província, que apelam aos pais e encarregados de educação para maior responsabilidade.

02/06/2022  Última atualização 08H55
© Fotografia por: DR

A preocupação foi manifestada, ontem, pelo vice-governador do Cunene, Faustino Cortez, durante o acto provincial alusivo ao Dia Internacional da Criança. Revelou que, todos os dias, regista-se o aumento do número de crianças na via pública, praticando a venda ambulante.

O vice-governador denunciou que essas crianças prestam serviço a parentes e vizinhos, que as usam como mão-de-obra barata. Estes "exploradores infantis”, disse, são todos dias advertidos para que não usem crianças na venda ambulante, sob pena de serem responsabilizados civil e criminalmente.

"Os pais têm o dever de sustentar os filhos, garantir os direitos das crianças, dando alimentação, formação e educação, logo não devem nem podem usá-las para os seus negócios. Isto é crime e dá cadeia”, alertou.

Faustino Cortez pediu à população para colaborar com as autoridades da província e os órgãos de Justiça, com vista ao combate deste mal, que condiciona o futuro da criança.

Informou que o INAC tem desenvolvido acções de sensibilização e palestras nas comunidades, mercados, igrejas, entre outros locais, sobre as consequências do trabalho infantil.

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