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Prémio Nobel da Paz atribuído ao bielorusso, Ales Bialiatski e às organizações Memorial e Centro para as Liberdades Civis

JA Online

O prémio Nobel da Paz foi atribuído ao bielorrusso, Ales Bialiatski e às organizações Memorial e Centro para as Liberdades Civis, esta sexta-feira, em Oslo, na Noruega, "porque "fizeram um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abusos do poder".

07/10/2022  Última atualização 14H03
© Fotografia por: DR
Os laureados foram igualmente reconhecidos pelo facto de representarem "a sociedade civil nos seus países de origem", por "promoverem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos" e porque "juntos, demonstram a importância da sociedade civil para a paz e a democracia", justificou o Comité Norueguês. 
De acordo com a Academia, citada pela RTP, Ales Bialiatski foi tentado repetidamente para que se mantivesse em silêncio por parte das autoridades governamentais, tendo sido detido de 2011 a 2014 e preso também em 2020, por protestar com grandes manifestações contra o regime de Lukashenko, permanecendo preso sem ter tido direito a julgamento. 
"Apesar das enormes dificuldades pessoais, Bialiatski não cedeu um centímetro na luta pelos Direitos Humanos e pela democracia na Bielorrússia", lê-se na nota do Comité.
A Memorial, que também foi alvo de premiação, é uma organização que passou a ser a maior organização de Direitos Humanos da Rússia e que "além de estabelecer um centro de documentação sobre as vítimas da era estalinista" também "compilou e sistematizou informações sobre opressão política e violações de Direitos Humanos na Rússia", tendo-se tornado na "fonte mais confiável de informações sobre prisioneiros políticos em centros de detenção russos", explicou a Academia. 
E o Centro de Liberdades Civis é uma organização que "tomou uma posição para fortalecer a sociedade civil ucraniana e pressionar as autoridades para tornar a Ucrânia uma democracia de pleno direito" e que "para transformar a Ucrânia num Estado governado pelo Estado de Direito, tem defendido activamente que o país se afilie ao Tribunal Penal Internacional", acrescentando que aquando da invasão russa "empenhou-se em identificar crimes de guerra russos contra a população ucraniana", sendo pioneiros no sentido de "responsabilizar os culpados pelos seus crimes" e colaborando com "parceiros internacionais", vai desempenhando um papel fundamental na defesa da democracia. 
Com o Nobel da Paz, o Comité Norueguês visa "homenagear os três destacados campeões de direitos humanos, democracia e coexistência pacífica nos países vizinhos, Bielorrússia, Rússia e Ucrânia", conclui a Academia. 

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