Economia

Preço do petróleo fecha sessão estável acima dos 71 dólares

Os preços do petróleo estabilizaram, nesta quinta-feira (3), após dois dias consecutivos de ganhos que levaram o barril a máximas não vistas em um ano.

04/06/2021  Última atualização 00H53
Preço do barril de petróleo fechou acima dos 71 dólares © Fotografia por: DR

Os futuros do Brent, petróleo de referência para as exportações angolanas, fecharam a 71,31 dólares o barril, queda de 4 centavos depois de atingir seu maior valor desde Maio de 2019, no início da sessão. O petróleo dos EUA fechou em 68,81 dólares o barril, perdendo 2 centavos.

O barril aproxima-se dos máximos de Maio de 2019, quando atingiu os 73 dólares. Especialistas admitem que os preços estão a ser impulsionados pela retoma da economia na China e nos Estados Unidos, fruto dos avanços na vacinação contra a Covid-19. A impulsionar o mercado esteve, também, o anúncio de que as reservas semanais dos Estados Unidos caíram drasticamente e as de combustível subiram acima do esperado.

Os preços estão quase o dobro do valor estabelecido como referência para o Orçamento Geral do Estado para este ano, que é de 39 dólares, o barril. O preço desta quarta-feira é o mais alto desde Janeiro de 2020.

Nos últimos sete meses, os preços do petróleo dobraram. Em Novembro de 2020, o barril chegou a valer 36 dólares acima dos 19 dólares registados em Abril do mesmo ano. A sequência de quedas diárias dos preços iniciou em Janeiro, quando o barril estava cotado em 71 dólares e, em pouco mais três meses caiu para metade.

O consenso entre os analistas de mercado, incluindo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados dentro do grupo mais amplo de produtores, OPEP +, é que a procura por petróleo deve exceder a oferta no segundo semestre deste ano. Dados da OPEP + mostram que até o final do ano a procura será de 99,8 milhões de barris por dia (bpd) contra oferta de 97,5 milhões de bpd.

De acordo com especialistas ouvidos pela agência Reuters, o reequilíbrio será liderado pela procura ressurgente nos Estados Unidos, o maior consumidor de petróleo do mundo, bem como na China, o segundo maior, e no Reino Unido, à medida que sai dos bloqueios da Covid-19.

A OPEP + concordou, na terça-feira, em continuar com os planos para reduzir as restrições ao fornecimento até Julho. A reunião, que durou 20 minutos, a mais rápida da história do grupo, registou forte adesão dos membros e a convicção de que a procura deve recuperar assim que a pandemia da Covid-19 der sinais de redução.

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