Opinião

Praias e as tentações

Luciano Rocha

Jornalista

O Cacimbo terminou, oficialmente, no dia 15, embora ainda não tenha recolhido completamente ao cubíco, onde há-de ficar - também têm direito ao descanso - até o sol madrugador o fazer regressar.

20/08/2021  Última atualização 04H20
O Cacimbo já terminou, em termos de calendário, mas a verdade é que leva, muitos de nós,, principalmente de madrugada, a mantermos o cobertor e vestuário mais quente.

Facto também indesmentível é a roda do tempo ser inexorável. Não tarda estamos a amaldiçoar o calor e a procurar as raríssimas esplanadas de Luanda, sombras das árvores que escaparam à fúria assassina da ignorância do novo-riquismo que confunde progresso com retrocesso.

O mar vai, igualmente, desafiar-nos a mergulhos aparentemente retemperadores, aos quais temos de resistir, que o coronavírus continua à espreita e agradece o contributo de quem lhe facilitem a caminhada.

O Cacimbo não tarda é passado, as praias são convite a deixar-nos afagar pela brisa do fim de tarde, enquanto observamos o sol vermelho a descer devagarmente, até desaparecer, num repente na linha no horizonte.

A abertura oficial da época balnear é anunciada, não tarda, no âmbito do abrandamento das medidas restritivas que impediram a Covid-19 de causar, entre nós, mais infecções e mortes.

A abertura oficial da época balnear não tarda. Esperemos que, antes disso se verificar, sejam feitas análises rigorosas às aguas do mar, rios e lagoas autorizadas a banhistas. E, naturalmente, anunciados os resultados. É que já antes da pandemia surgir a qualidade de muitas delas deixava bastante a desejar. Não deitemos tudo a perder pelo desejo compreensível, mas perigoso, de "só um mergulho” para recupera forças físicas e mentais.

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