Política

PR defende acções concretas para a protecção do ambiente

César Esteves

Jornalista

O Presidente da República, João Lourenço, apelou, sábado (23), em Luanda, as populações a ganharem consciência sobre a necessidade de se preservar o ambiente, através de acções concretas, a fim de se evitarem males que ponham em perigo o Planeta Terra.

24/10/2021  Última atualização 07H20
João Lourenço defendeu acções concretas para a protecção e conservação do ambiente © Fotografia por: Dombele Bernardo | Edições Novembro
O Presidente fez o apelo minutos depois de participar, demoradamente, numa acção de plantação de mangues, na orla costeira da Comunidade do Papu, comuna dos Ramiros, em Luanda, numa iniciativa da Associação Otchiva e a Sonangol. As duas instituições rubricaram, sábado, na presença do Chefe de Estado, um acordo para a protecção e restauração dos ecossistemas de mangais. 


O Chefe de Estado, que plantou, juntamente com a Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, cerca de duzentos pés de mangues na orla costeira da Comunidade do Papu, referiu que o mundo já falou "bastante” sobre a necessidade de se proteger o meio ambiente e, agora, é chegado o momento de se dar um basta apenas às falas e ter-se a consciência de se levar a cabo acções concretas, pequenas ou grandes, para a materialização deste fim.

O Presidente ressaltou que se a acção por ele testemunhada ontem - referindo-se à plantação de mangues - for multiplicada por mil, o impacto positivo sobre a defesa do ambiente será também maior.
Assinalou ser a acção do próprio homem que levou, em todo o mundo, à situação actual de secas, inundações, tufões, furacões, tsunamis, incêndios e todas as outras "desgraças” verificadas nos últimos dez anos, um pouco por todo o mundo, daí ser o principal responsável dos desastres daí resultantes.

"São consequências da irresponsabilidade nossa, ou seja, do homem, não importando onde estiver”, realçou.
Para fazer face a este problema global, o Presidente disse ser necessário que cada um, onde vive ou trabalhe, contribua para a alteração deste quadro, de modo que, nos próximos anos, o actual estado de coisas altere, sob pena de se perder o Planeta Terra.
"Se o Planeta Terra afundar, no sentido de se tornar inabitável para o ser humano, não temos alternativas para onde ir”, alertou.

Construções na orla marítima


A ocasião serviu para o Presidente falar da presença de construções ao longo de algumas orlas marítimas, tais como resorts e outros, que perigam os mangais. Sobre este assunto, João Lourenço chamou a atenção das autoridades competentes, no sentido de passarem a indicar lugares mais adequados aos investidores, para a construção de tais projectos. "Não há razões para haver conflito entre a construção e as zonas que devem ser consideradas como protegidas, que é o caso dos mangais ao longo de toda orla marítima que vai do Namibe até Cabinda. O que não falta, em Angola, são terras, não é? Há muita área para se construir”, destacou.

O Chefe de Estado manifestou interesse em participar em mais actividades de plantação de mangues, mas disse ser impossível, dada a agenda muito apertada.”Mas eu tenho quem me cobre, para esses tipos de acções sociais, sobretudo. A Primeira-Dama cobre a minha lacuna”, frisou o Presidente, tendo, apesar disso, mostrado disponibilidade para seguir de perto tais iniciativas.



Compromisso do Executivo


O Titular do Poder Executivo considerou a assinatura do acordo entre a Sonangol e a Associação Otchiva, para a protecção e restauração dos ecossistemas de mangais, como uma amostra do compromisso do Executivo para a protecção do ambiente.

"A Sonangol é uma empresa pública, que representa os interesses do Estado, que está a disponibilizar recursos, não importa se volumoso ou não, o facto é que são recursos públicos em prol da defesa do clima e do ambiente”, aclarou.
Antes de abandonar o local, o Presidente fez a entrega de duas viaturas à Associação Otchiva, para facilitar no trabalho de prospecção levado a cabo por aquela instituição. "Este é o dia mais feliz das nossas vidas, enquanto organização não governamental, constituída por jovens”, salientou Fernanda Renée, líder da Associação Otchiva, referindo-se à presença do Presidente na actividade. 


"Agradecemos o privilégio de partilhar com a mais alta entidade do nosso país, o Presidente da República, João Lourenço”, aclarou. Fernanda Renée considerou a presença do Presidente na cerimónia de assinatura do acordo entre a Sonangol e a Otchiva, bem como na plantação de mangues, como revelador do compromisso do Estado para com a causa do ambiente.

"Por isso, gostaria de expressar os meus sinceros agradecimentos ao nosso Presidente da República, por marcar presença neste acto”, destacou. A activista afirmou que essa conjugação de esforços, em prol de uma causa nobre, que é a protecção das zonas húmidas, com destaque para os ecossistemas de mangais, é indispensável para os seres vivos e a natureza.

"Acreditamos que, depois da conquista da paz efectiva e da reconciliação nacional, é, agora, imperioso que todos os cidadãos estejam seriamente empenhados na reconciliação com a mãe natureza”, defendeu.
A líder da Otchiva acrescentou que, ao tomar "a sábia” decisão de a convidar para o Conselho da República, onde é a membro mais nova, o Presidente sinalizou a perspectiva do Executivo, que deve estar alicerçada em acções concretas, integradas e sustentadas, como a que foi protagonizada sábado.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política