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PR de Cabo Verde informado sobre situação política em Bissau pelo homólogo guineense

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, disse hoje que aceitou o convite para visitar a Guiné-Bissau, dirigido pelo homólogo guineense, Umaro Sissoco Embaló, que o informou ainda "detalhadamente" da situação no "país irmão".

27/05/2022  Última atualização 13H39
© Fotografia por: DR

De acordo com uma nota divulgada pelo chefe de Estado cabo-verdiano, José Maria Neves manteve um "demorado encontro de trabalho" com o congénere da Guiné-Bissau na quinta-feira, à chegada a Malabo, Guiné Equatorial, para a cimeira extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

"O Presidente Embaló informou-me detalhadamente sobre a situação política na Guiné-Bissau, designadamente sobre a dissolução do parlamento, a formação do Governo e as próximas eleições legislativas", explicou José Maria Neves, que tomou posse como chefe de Estado de Cabo Verde em Novembro passado.

Segundo o chefe de Estado, o encontro com Embaló em Malabo foi "muito produtivo".

"Espero que contribua não só para o reforço das relações de amizade e de cooperação entre os nossos dois países, mas também para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da Guiné-Bissau", disse ainda, revelando que foi convidado para visitar Bissau.

"O convite foi aceite e deverei visitar o país irmão tão cedo quanto possível", acrescentou José Maria Neves, antigo primeiro-ministro, de 2001 a 2016, pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

Em Janeiro de 2021, o então Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi o primeiro chefe de Estado do arquipélago a visitar a Guiné-Bissau, dois países que partilharam o processo de libertação do período colonial.

O Presidente da Guiné-Bissau dissolveu na semana passada a Assembleia Nacional Popular e marcou eleições legislativas antecipadas para 18 de Dezembro.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) venceu as anteriores eleições legislativas guineenses, realizadas em Março de 2019, mas o seu Governo foi demitido após a tomada de posse de Umaro Sissoco Embaló, que nomeou um outro, composto por elementos que apoiaram a sua candidatura, nomeadamente Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido da Renovação Social (PRS) e Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

 

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