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Postos policiais reforçados nas entradas rodoviárias

Cinco dias depois de decretada a cerca sanitária, o município de Cazengo tem postos policiais nos principais pontos de entrada, designadamente Quissafo, em direcção à vila do Lucala, província do Uíge, Leste do país, bem como nas aldeias de Calolo e Lucala-II, respectivamente para Golungo-Alto e Dondo. A outra barreira policial está na ponte sobre o rio Luinha (36 quilómetros).

13/07/2020  Última atualização 10H09
DR © Fotografia por: Postos policiais reforçados nas entradas rodoviárias

Nos controlos do Lucala-II e Calolo o ambiente é marcado por pouco movimento de viaturas e sem pessoas com necessidade de transpor a barreira. Ao contrário, os do Luinha e Quissafo, na estrada nacional 230-B, registam-se enormes filas de viaturas paradas nos dois sentidos e em determinados momentos a atingem dezenas.

Interrompem a caminhada por diversas razões, nomeadamente falta de credencial e medição da temperatura corporal. Os camionistas, geralmente provenientes de Luanda, páram para avaliar a temperatura do corpo e os condutores de viaturas ligeiras que exercem serviço de táxi são impedidos de circular por falta de cedencial. Taxistas abordados no local alegam que estão sem a devida autorização para circular por não saberem onde se trata o documento.

Nos constrolos também encontram-se técnicos de Saúde para medir a temperatura, sugerir aos viajantes a lavagem das mãos e a aplicação de álcool em gel.

No Quissafo tambémencontram-se indivíduos que residem em Ndalatando e cultivam no Lucala, no outro lado da cerca. Madalena António, 44 anos, é exemplo disso.

Com instrumentos de trabalho em punho, disse depender totalmente do campo e com a lavra no Lucala não sabe como sustentar a família.
Os campos agrícolas no Lucala são a fonte de sustento de centenas de famílias que todos os dias partem em viaturas do bairro Catome de Cima, em direcção às Pambas, Quirimas e outras áreas de cultivo.

Por causa dessa situação, Joaquim Domingos, camponês, sugere que o Governo local deveria criar mecanismos para facilitar a circulação dos camponeses que trabalham nessas zonas.

Para se evitar constrangimento no Quissafo, o administrador municipal do Lucala, Mateus André Garcia, decidiu criar aposentos na localidade para os funcionários públicos que residem em Ndalatando. Disse que decisão semelhante foi tomada pelas agências bancárias que operam naquela localidade.

Operações nos bairros

A Polícia Nacional deteve sábado à noite mais de 90 elementos que alegadamente violavam as medidas de prevenção contra a Covid-19. Uma nota do Comando Provincial da corporação revela que a operação, denominada “Calamidade”, visou recolher os cidadãos que circulavam na via pública sem o uso da máscara, encerrar estabelecimentos comerciais que vendiam fora da hora e inibir ajustamentos em convívios.

O trabalho foi coordenado pelo segundo comandante provincial, João Kariki, que promete acção semelhante nos próximos dias. Segundo o documento, os implicados em desacatos com a Polícia são encaminhados hoje ao Ministério Público para julgamento sumário e os infractores sairão em liberdade quando pagarem as respectivas multas.

Cazengo, particularmente a sua sede, Ndalatando, é a segunda cidade de Angola, depois de Luanda, afectada pela pandemia da Covid-19.

Desde a introdução dos testes rápidos, a uma semana, estima-se que foram recolhidas amostras a mais de 600 pessoas, das quais 39 voltarão a fazer análise molecular. No âmbito da prevenção foram desinfectados sábado os largos 1º de Maio, Agostinho Neto e todos os multicaixas.

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