Sociedade

Portadores de deficiência visual são alfabetizados

Ao todo, 26 portadores de deficiência visual participam, desde terça-feira, em Cabinda, num processo de alfabetização via Braille, promovido pela Associação de Cegos e Amblíopes de Cabinda.

13/01/2022  Última atualização 08H15
© Fotografia por: DR
A acção formativa tem a duração de cinco meses e visa, acima de tudo, capacitar e elevar o número e garantir conhecimento aos deficientes visuais com dificuldades de leitura e escrita.

O presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes de Cabinda, Alberto Bumba Bungo, destacou a importância da acção formativa e notou que a mesma vai diminuir o índice de exclusão na sociedade.

Alberto Bumba Bungo admitiu, no entanto, que não será fácil obter resultados muito satisfatórios, uma vez que os formadores também são deficientes visuais e, agravado a isso, está o facto de a Associação possuir apenas uma máquina Braille e um número bastante exíguo de regletes para instrução em Braille, usados na referida formação.

O administrador adjunto de Cabinda para a Área Política e Social, Manuel Guilherme Tati Macaia, louvou a iniciativa dos promotores da acção e destacou que o processo de alfabetização em Braille vai possibilitar às pessoas com deficiência visual adquirir habilidades de leitura e escrita.

"O sistema de leitura táctil e escrita Braille é mais completo e seguro, como meio de acesso à educação e à informação para pessoas cegas”, disse Manuel Guilherme Tati Macaia, reiterando que o projecto de alfabetização no sistema Braille para cegos, vai aumentar a inclusão social em todos os níveis de ensino.

Arsénia Manuel | Cabinda

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