Sociedade

Ponte sobre o Hoque liga quatro províncias

Arão Martins | Cuvango

Jornalista

A ponte sobre o rio Hoque, na Estrada Nacional 105, inaugurada, ontem, pelo ministro da Construção e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida, vai ligar as províncias da Huíla, Benguela, Cuando Cubango e Huambo.

20/11/2021  Última atualização 07H55
Empreendimento viário dá outro impulso às trocas comerciais entre o Norte, Centro e Leste © Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro
As obras da ponte, com uma extensão de 12 metros de comprimento e igual número de largura, iniciaram em Agosto e terminaram em Novembro do ano em curso. 

Inaugurada em cerimónia que contou com a presença do governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Dala, a ponte tem duas vias de trânsito de 3,5 metros cada e bermas de 1,5 metros.  

As obras, a cargo da empresa Conduril e coordenadas pelo Instituto Nacional de Estradas (INEA), estão inseridas no âmbito do Plano de Salvação das Estradas Nacionais do Governo, através do Ministério das Obras Públicas e Ordenamento do Território. Os trabalhos sobre a ponte, que custaram aos cofres do Estado um total de 757.155.483, 80 de kwanzas, geraram 53 postos de emprego. 

O ministro disse que, não obstante as dificuldades derivadas da crise económica e financeira, cumpriu-se com um dos pressupostos de melhorar e assegurar a circulação de pessoas com segurança sobre a ponte do Hoque, situada numa malha importante por ligar a Huíla com as províncias do Norte, Centro e Leste, assim como países da região Austral, através da fronteira de Santa Clara. 

Manuel Tavares de Almeida esclareceu que a obra foi de emergência, devido aos constrangimentos que a antiga passagem hidráulica provocava na época das chuvas. "O cenário de fazer parar longas filas de camiões nesta região está ultrapassado”, garantiu. 

O governante explicou que o eixo é estruturante e importante para o desenvolvimento da economia do país. "Aos poucos, estamos a repor as condições ideais para um tráfego seguro e cómodo na rede rodoviária nacional”, reconheceu. 

O ministro garantiu que o apanágio do Executivo é de construir obras definitivas, robustas e com capacidade de suporte para o tráfego rodoviário. Por isso, realçou que o pontão do Hoque tem as características de segurança, com altura significativa de seis metros, justamente para dar vazão às enchentes que ocorrem na via, e a laje de suporte é apropriada para o tráfego pesado. 

Manuel Tavares de Almeida reconheceu que o país ainda tem muitas pontes, linhas de águas e rios por reabilitar e deve-se, numa primeira fase, atacar o que é urgente, fazer aos poucos e dar os passos do tamanho "das nossas pernas”. Disse que o importante é fazer com qualidade e concluir as obras. "Se fizermos isso, aos poucos, vamos ver o país reconstruído”, concluiu o ministro. 

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