Economia

Ponte-cais do Namibe acelera desenvolvimento da Região Sul

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, referiu-se à importância da nova ponte-cais do Namibe para o desenvolvimento económico de toda a Região Sul do país que inclui as províncias da Huíla, Cunene e Cuando Cubango.

22/12/2020  Última atualização 10H32
Ministro Diamantino de Azevedo procedeu à inauguração da ponte, ontem, em Moçâmedes © Fotografia por: Vladimir Prata / Moçamêdes
O responsável que falava, ontem, na cidade de Moçâmedes, no acto de inauguração da ponte, disse que o empreendimento tem como principal objectivo assegurar a descarga de combustível, gasóleo, gasolina, JetA1, entre outros – de forma autónoma do cais mineraleiro, realizando de forma mais célere e segura as diversas operações envolvidas no processo.

"Este empreendimento enche-nos de esperança porque temos consciência do impacto desses produtos no desenvolvimento económico desta região, e estamos convictos de que, a breve trecho veremos os benefícios reflectidos no bem-estar das populações”, confiou.

Diamantino de Azevedo elogiou o esforço da Sonangol em concluir este projecto, referindo que este compromisso não se limita à província do Namibe, já que existem outros projectos em curso nas províncias do Moxico, Huíla e Lunda-Sul que visam, igualmente, assegurar a melhoria do processo de distribuição e abastecimento de combustíveis a várias localidades do país.
A construção da nova ponte-cais do Namibe, levada a cabo pela empresa Omatapalo, teve duração de nove meses e esteve orçada em 6,9 milhões de dólares.

A mesma tem uma extensão de 409 metros de cumprimento e 4 de largura. Conta com uma plataforma de trabalho, duas de atracação e seis de amarração. Nela poderá ser operacionalizada a distribuição dos chamados produtos claros (gasóleo, gasolina e JetA1), escuros (betume) e gasosos (LPG).

O engenheiro Inocêncio Ganda, vogal da comissão executiva da Sonangol Distribuição e Logística, disse que o maior ganho tem a ver o incremento da capacidade de descarga, referindo que na ponte antiga descarregava-se um caudal de 500 metros cúbicos por hora para as linhas de gasóleo e gasolina e na nova ponte será possível uma descarga de até 1.800 metros cúbicos/hora. Para o Jet A1 o aumento vai de 200 para 500 metros cúbicos/hora. Já o LPG, iremos incrementar para 300 metros cúbicos por hora. O Caudal mínimo será de betumes que, devido a sua viscosidade, estará na ordem dos 250 metros cúbicos.

Redução de custos

Inocêncio Ganda falou ainda na redução de custos operacionais, dando a conhecer que com a nova ponte cais do Namibe, a Sonangol vai deixar de pagar aproximadamente dois milhões de dólares por ano com o aluguer da antiga ponte do porto mineraleiro instalado na localidade do Saco mar.

"Teremos redução do tempo de descarga, maior segurança do meio ambiente, contenção de derrames e a partir de agora vamos liberar o cais do porto mineraleiro para possibilitar a implementação do projecto de requalificação da Baía de Moçâmedes”, destacou.
A nova ponte, de acordo com o engenheiro da Sonangol, tem ainda capacidade para receber navios com até 70 mil toneladas métricas, ao contrário da anterior, limitada a navios com um máximo de 6 mil toneladas.

Melhorias substanciais

O ministro Diamantino de Azevedo realçou a criação de uma série de projectos que visam ao aumento na capacidade de distribuição e armazenamento de combustíveis.
A melhoria do sistema logístico em algumas províncias, bem como a construção das refinarias de Cabinda (com capacidade para refinar 60.000 barris/dia), do Soyo (com capacidade para 100.000 bar-ris/dia) e o aumento de capacidade de produção de gasolina na refinaria de Luanda, que deverá triplicar, foram apontadas como metas para diminuir o défice na distribuição do produtos.

O ministro Diamantino de Azevedo falou ainda que o projecto de construção da Refinaria do Lobito, que terá uma capacidade de 200.000 baris por dia, está a ser revisto com a intenção de se reduzirem os custos de capital inicialmente previstos.

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