Economia

Pólo industrial do Bengo cria três mil empregos

Até ao segundo trimestre de 2020, o Sino-Ord Parque Industrial Lda, um novo pólo industrial localizado na comuna da Barra do Dande, Bengo, gera três mil postos de trabalho directos, com a operação de duas unidades já concluídas e de outras dez projectadas para o local, em investimentos que absorvem mais de 80 milhões de dólares.

15/12/2019  Última atualização 11H56
Alberto Pedro | Edições Novembro © Fotografia por: Produção de mosaico na Sino-Ord absorve um número considerável de trabalhadores e equipamento

A informação foi avançada ontem, à imprensa, pelo administrador do pólo industrial, Vivaldo Ramos, que declarou estarem duas unidades já implantadas, uma de produção cerâmica e outra de vidros revestidos, onde estão empregados 1.300 trabalhadores.
“Temos, neste momento, duas fábricas a funcionar, uma de cerâmica e outra de vidros revestidos e telhas. Estamos a consolidar para termos a fábrica de papelão”, onde a estratégia é a de produzir para atender a procura, mas garantindo que não falte papelão para embalar os produtos cerâmicos.
A cerâmica tem uma linha de produção que expede 76 mil caixas de mosaico e azulejo por dia, tendo Luanda como o principal mercado para oferta. “Neste momento, para os produtos da cerâmica, já temos revendedores grossistas, na maioria em Luanda. Queremos nos expandir para outras províncias do país”, concluiu.
A par das duas fábricas iniciais, está licenciada uma que vai processar cobre numa área de 200 metros quadrados, onde se prevê empregar mão-de-obra totalmente angolana, sobretudo na região do Bengo.
Vivaldo Ramos garantiu que, até aos meses de Junho ou Julho de 2020, o pólo terá um total de dez das 20 unidades industriais previstas para o recinto.
O administrador declarou que, como conceito, o pólo vai ter parceiros estrangeiros, existindo um plano de infra-estruturação, com a instalação de energia eléctrica, água e entre outros benefícios com potencial para atrair a actividade industrial.
Nesta fase, garantiu o gestor, que existe está a correr trâmites na Agência de Apoio ao Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX), a certificação de uma nova fábrica para bebidas não alcoólicas, que vai ser implantada no pólo, um investimento de capitais mistos que obedece os critérios dos investimentos vigentes.

Cooperativa do Dungo
Cinco mil milhões de kwanzas são necessários para dinamizar a produção na cooperativa agrícola de prestação de serviços do Dungo e a geração de rendimentos pelas 200 famílias filiadas, afirmou o presidente da associação.
Francisco Capipa declarou ao Jornal de Angola que a cooperativa tem um potencial de produção de 12 mil toneladas de feijão, milho, batata, batata-doce, amendoim, hortícolas e frutas diversas, com particular destaque para a banana, papaia e manga, num perímetro irrigável de 600 hectares.
A degradação dos dez quilómetros da estrada de acesso e ausência quase total de meios financeiros para comprar sementes, fertilizantes e máquinas para a preparação das terras retraíram o potencial de produção da cooperativa, fixada em 40 hectares, com uma colheita avaliada em 400 toneladas de alimentos diversos.
Por cada hectare de terreno lavrado com o recurso a mecanização agrícola, as 200 famílias pagam 66 mil kwanzas. Esta situação impede os produtores de aumentarem as áreas cultiváveis, devido aos elevados prejuízos que, segundo o presidente da cooperativa, são recorrentes, pois os lucros não compensam o esforço financeiro empreendido em cada uma das três campanhas anuais de produção.
Na cooperativa do Dungo, dois a três mil empregos temporários são criados em cada um dos três quadrimestres do ano agrícola, para a colheita do tomate, quiabos e mangas. Para o escoamento dos produtos, os membros da cooperativa pagam dez e 20e mil kwanzas por tonelada transportada para os centros de consumo, devido ao mau estado de conservação das estradas.

 

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