Economia

Pólo diamantífero gera cerca de 5 mil empregos

O Pólo diamantífero de Saurimo, na Lunda-Sul, vai garantir na sua plenitude funcional condições para o país concretizar o objectivo de lapidar internamente até 20 por cento dos diamantes brutos explorados, contra os actuais cerca de dois por cento, além de gerar mais de cinco mil postos de trabalho.

16/06/2020  Última atualização 16H22
Ana Paulo | Edições Novembro © Fotografia por: Ministro Diamantino Azevedo abordou as fases do projecto

De acordo com o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, as infra-estruturas do Pólo estarão prontas em Novembro e estão avaliadas em 77 milhões de dólares, mais um investimento complementar de dois milhões e trezentos mil dólares. As obras tiveram início em Outubro de 2019.

Ao intervir no acto de apresentação do pólo ontem, em Luanda, o ministro garantiu que as obras se encontram a 50 por cento na sua execução física e nela estarão disponíveis cerca de 26 lotes para fábricas de lapidação com maiores e pequenas dimensões.

Em relação a capacidade de lapidação, Diamantino de Azevedo, lembra que até muito recentemente existia apenas uma fábrica, tendo surgido mais três, todas elas localizadas em Luanda.

Não obstante isso, o Ministério, como representante do Governo, criou uma nova política de comercialização e seu respectivo regulamento, onde previu como meta a lapidação de pelo menos 20 por cento da produção.

Contudo, reconhece, estas metas representam um grande desafio, porque não é fácil chegar a 20 por cento da lapidação.

Na infra-estrutura do pólo em construção, está já concluída a principal fábrica de lapidação. Em fase adianta estão também quatro naves industriais principais, nas quais vão ser instaladas, o Centro de Formação em Avaliação e Lapidação de Diamantes, sob responsabilidade da SODIAM, além de outras fábricas de lapidação de menor dimensão.

O ministro garantiu, por outro lado, que o Executivo está empenhado no aumento da produção, na implementação de novos projectos de prospecção, na diminuição do garimpo ilegal, na organização da exploração semi-industrial, criação de um sistema de comercialização robusto, transparente e de cariz internacional, que passará pela criação da bolsa de diamantes e no aumento da lapidação.

O empresariado privado nacional e estrangeiro terão a oportunidade de instalar as suas fábricas no Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo.

De acordo com o ministro Diamantino de Azevedo, logo que as infra-estruturas terminarem, será a vez dos empresários assumirem as suas responsabilidades, pois que o Executivo fez à sua parte ao criar as infra-estruturas e as condições para o surgimento das fábricas.


Facturação dos diamantes

Por outro lado, o presidente do Conselho de Administração da Sodiam, Bravo da Rosa, defende que a concretização do Pólo significa uma cada vez maior profissionalização e crecimento da indústria diamantífera em Angola. É também, segundo ele, um passo muito relevante para o objecto da empresa na execução das políticas de um sector estratégico para o Estado.

Conforme adiantou, o país exportou, em 2019, cerca de 1,3 mil milhões de dólares em diamantes, de um volume de nove milhões e 400 mil quilates produzidos.

Segundo Bravo da Rosa, olhando nos dois por cento de diamantes brutos lapidados, o valor é ainda mais baixo, rondando em termos de receitas quase cinco milhões de dólares.

Bravo da Rosa garantiu ainda que as condições estão preparadas para a participação dos investidores nos diferentes projectos em curso.

"O objectivo não é recuperarmos o investimento nos próximos anos, mas sim trabalhar para que o maior número de empresários se instalem, criando mais empregos, valo acrescentado e ajudem no desenvolvimento da maior província produtora de diamantes brutos, Luanda-Sul. Também visa-se a propagação do desenvolvimento das províncias vizinhas, casos da Lunda-Norte, Bié, Moxico e outras daquele corredor.

Já o presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA, Ganga Júnior, informou que a previsão inicial de produção era de 10 milhões de quilates e tendo em conta a actual situação em que se encontra o país, com um ajustamento, o sector conta um mínimo de oito milhões de quilates.

Ganga Júnior disse que o resultado é suficiente para que as fábricas possam trabalhar e que para reforçar a produção, a empresa estabeleceu no pólo um Centro de Formação Profissional, para todas as indústrias do sector.

 

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